Spoilers, Sweetie! S08E12 – Death in Heaven

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Na qual, duas semanas depois, consegui dar pausa na vida para escrever sobre o final de temporada.

1) A oitava temporada.

O quadro agora está completo, ou quase. Death in Heaven deixou, afinal, um sem-número de pontas soltas – algumas prometem ser vistas no especial de Natal, outras podem ser esquecidas ou deixadas na conta do Moffat para o futuro, porque ele não dá sinais de querer largar o osso. Não importa. A oitava temporada acabou. Ano um da Era Capaldi – que, esperamos, seja próspera. Ele mesmo disse que não está com pressa de regenerar. E que viagem, meus amigos, que viagem!

Nada mais justo que, ao final de Death in Heaven, surja a vontade de pensar no que foi a oitava temporada, e o que ela representa para a série clássica. Por exemplo, por comparação imediata, acho a oitava temporada bastante superior à sétima. O último ano de Matt Smith perdeu-se entre a saída dos Ponds e os esforços em criar um especial memorável de 50 anos – o que The Day of the Doctor de fato é. Todo o arco da Garota Impossível prometeu mais do que cumpriu em sua resolução. Isso sem falar na falta de evolução da personagem, um mero acessório para fazer o plot andar. Steven Moffat já é bastante criticado pela escrita de personagens femininas, mas a Clara da sétima temporada bate recordes de escrita desleixada e péssimo aproveitamento da Jenna Coleman, atriz que, como viemos a descobrir, consegue entregar bem mais do que uma manic pixie dream girl.

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A grande diferença da oitava temporada em relação às outras foi o desenvolvimento de arcos de personagens – tanto o Doutor quanto a Clara – em vez de ter apenas um arco maior com um grande mistério para o final. As aparições da Missy foram esporádicas e, eu já lembro de ter escrito sobre isso em alguma semana, quase parecem menores ao compararmos as trajetórias dos personagens principais, e como eles se sairão ante a “a hora mais escura da humanidade”.

Apostar no desenvolvimento maciço de personagem é um grande risco, e a execução esteve longe de ser perfeita. Por um lado foi bacana ver pequenos momentos que, mesmo em episódios medíocres, ajudavam a acrescentar dados que nos fizeram ter uma compreensão maior de quem são o Doutor e a Clara – e até onde podem ir. No entanto, por outro, senti um cansaço ao ver as mesmas linhas de personalidade batidas e rebatidas. Ponto positivo para a tentativa de inovação, ponto negativo para a falta de sutileza.

A Clara foi da Garota Impossível de dar um jeito a um personagem complexo, ainda que meio infantilizado devido a uma relação amorosa que ninguém entendeu direito. Já o Doutor do início, cheio de temores sobre o que é ser bom, e se ele era bom descobriu, no fim das contas, o que o décimo primeiro já sabia desde o começo: ele é só um louco com uma caixa mágica. (Mas todo mundo passa por esses momentos de dúvida existencial, então está mais do que desculpado, Doutor, vem cá, dá um abraço)

Ainda falando da construção de personalidades, duas coisas me incomodaram bastante, uma no Doutor, outra na Clara. A primeira é a aversão súbita e injustificada por militares que veio junto no pacote da regeneração, e que move a temporada. Isso porque o Doutor está na folha de pagamento da UNIT além de ter colaborado com ela no passado. Foi também um combatente durante a Guerra do Tempo e, depois dos eventos de The time of the Doctor sabe que não perpetrou o genocídio da sua própria espécie. Eu achei que fosse haver uma boa explicação para isso ao fim da temporada, mas mesmo a desculpa esfarrapada da Missy (à la Coringa: “você é mais parecido comigo do que imagina”) não colou. Parece que esse traço de personalidade foi escrito para o décimo segundo tão somente para antagonizar com a figura do Danny – que, sejamos sinceros, nem é um personagens tão interessante assim.

Já em relação à Clara, o drama dela foi fortemente aumentado à toa. Tudo bem, a gente entende que levar a vida dupla de viajante do tempo + professora de escola & namorada do galã não é fácil. No entanto: não é como se, até o final, houvesse uma grande escolha/questão existencial ali. Mesmo a morte do Danny inacreditavelmente não teve nada a ver com o Doutor. O que tínhamos visto foi uma personagem se comportar de modo egoísta, sem querer largar mão do melhor de dois mundos – o que por mim, tudo bem, inclusive parece plausível. (Mesmo querer continuar sendo professora podendo viajar e viver de graça na TARDIS, tem maluco pra tudo nessa vida). Mas daí a cota de sofrimento da Clara… não convence. Não é como se ela tivesse sofrido horrores na TARDIS. A Amy, por exemplo, tinha muito mais razões para ficar amarga. Não só não pôde criar a filha como, ainda por cima, ficou estéril em Demon’s Run.

De todo jeito, e apesar dos plots de temporada nunca serem tão atrativos para mim, essa temporada nos deu grandes histórias individuais, em diversos gêneros, para todos os gostos. Não dá pra deixar de louvar o potencial criativo de ideias como as desenvolvidas em Listen e Flatline, a execução das aventuras grandiloquentes de Mummy in the Orient Express e Time Heist, e o humor quase pastelão de The Caretaker – sem dúvida uma grande quebra de expectativa para aquele Time Lord com sobrancelhas tão cerradas.

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2) Death in Heaven

Cês querem um resumo da ópera? Amei a Missy, odiei a polinização de zumbis dos cybermen, fiquei triste pela Osgood, chorei com a homenagem ao Brigadeiro, não pude me importar menos com o destino do Danny Pink e, no geral, achei o episódio problemático, embora com bons momentos. No entanto, se você quer a versão estendida, vamos ao plot.

No início vemos Clara Oswald tentando enganar um cyberman, insistindo que é o Doutor. E a homenagem à Jenna Coleman nos créditos é bacana. Clara foi, afinal, grande parte da oitava temporada (para o bem e para o mal, como já foi dito). Por duas vezes ela chega a assumir o papel do Doutor na temporada – embora isso implique um contato com aspectos manipulativos e egoistas de sua personalidade. Nada mais justo do que ter seus olhos na abertura, ao menos uma vez.

Enquanto isso, o Doutor está em choque por todo mundo estar super de boa com a invasão cybermen. “Eu e meus garotos nos tornamos virais”, comemora a Missy. Aliás, pausa para dizer: a Michelle Rodriguez é completamente BA-NA-NAS. John Simm é um cara equilibrado perto da Mary Poppins from hell. Seguindo, Osgood (que trocou o cachecol por uma gravata borboleta) comanda a operação da UNIT para deter a Missy – Osgood badass, quem diria (Orgulhinho da Osgood). Brigadeira também aparece sendo engraçadinha e chutando bundas – e descobrimos que o atual design dos Cybermen da 3W foi uma quebra de patente das Indústrias Stark, já que agora eles voam e tudo – boa sorte na hora de tentar ganhar esse processo do Homem de Ferro genérico, Missy.

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Daí o plano com os Cybermen é revelado. Descobrimos que um cyberman por cidade vai explodir e POLINIZAR OS CEMITÉRIOS, fazendo com que os mortos levantem das covas. A ideia não só é muito absurda, mas tira toda a dramaticidade do conceito de cybermen. A grande tensão desse monstro específico diz respeito aos limites entre homem e máquina. Onde se traça a linha que faz com que humanos sejam uma espécie e esses ciborgues malévolos sejam outros ou, ao menos, upgrades? Teoricamente no botão que inibe emoções, mas a resposta sequer é tão simples já que o Danny, mesmo ativado, vai se manter firme no dever de proteger a Clara e a Terra. (Assim como o Craig, em Closing Time, superou a programação dos Cybermen por amor ao filho). No entanto, inserir no conceito do monstro a reanimação de cadáveres tira dos cybermen o conflito entre homem e máquina, e os transforma puramente em zumbis.

E, se querem saber, até o conceito de zumbis foi bastante cagado nesse episódio. Tudo porque o grande lance do zumbi é pensar que pessoas normais (da sua escola, do seu trabalho, da sua família e do seu círculo de amigos) se transformaram em comedores de cérebro. Qual o dilema de dar um headshot em um ser potencialmente mortal se ele não tem a cara da sua querida mãezinha? A única pessoa que de fato vê a cara de um Zombie-men é a Clara.

Mas, bem, vamos adiante. O Doutor vira o Presidente do Planeta (WTF GEOPOLÍTICA MUNDIAL?) e ganha o comando sobre todos os exércitos da Terra. Rola um momento de consternação por parte do Doutor, mas, veja bem, cuidado com aquilo que você deseja. Em Kill the Moon ele diz que não pode tomar parte da decisão porque não é humano. A Clara vai lá e o cobre de esporro dizendo que ele praticamente mora na Terra, então seria bom se lavasse a louça de vez em quando. O que nos leva a In the forest of the Night quando a Clara tenta salvá-lo em nome da raça humana e ele, em um momento emotivo, reitera que sim, praticamente mora ali então deveria ser responsável pela faxina também. Quem pode culpar os humanos para elegê-lo como representante na hora de uma grande ameaça?

Enquanto isso, Cyber-Danny salva Clara dos Cybermen e Osgood é convidada a viajar na TARDIS no meio do episódio. “Todo o tempo e o espaço”, diz o Doutor. “Algo para você colocar na sua bucket list”. Confesso que ali eu quis parar de assistir o episódio. FUCK. THIS. SHIT. Todo mundo sabe que quando o Doutor te convida para viajar no meio do episódio você vai morrer uma morte terrível. (De memória me vem à cabeça Mme de Pompadour, Kylie Minogue no episódio de Natal do Titanic e a guria muçulmana que eu adorava em The God Complex).

Clara acorda no cemitério com cybermen saindo de suas tumbas – inclusive muito provavelmente o mesmo cemitério em que Rory e Amy estão enterrados, então digam olá ao Rory que voltou à vida DE NOVO, CRIANÇAS. O Doutor está no avião tendo que explicar o conceito de Cyber Polen (CYBER POLEN!?!?! Pior que isso só um filme do Johnny Depp que tem no Netflix, que resolve todo e qualquer problema com ~nanotecnologia~). Mas a frase “Está tudo acabado. Como ganhar uma guerra na qual o inimigo pode transformar os mortos em armas?” é muito boa. Assim como também é boa a constatação de que, como a Missy deve possuir uma TARDIS, ela provavelmente está fazendo esse jogo de pegar consciências há muito tempo, provavelmente desde que a raça humana teria “inventado” o conceito de além-vida. Na verdade, o conceito foi trazido pela Missy. (Eram os Deuses Astronautas? R: SIM) Ah, e ficamos sabendo também que a dica da UNIT para desmascarar a 3W vem da própria Missy, para que o Doutor possa assumir o comando e assim desempenhar o papel já designado por ela no ~plano maligno~ que arquitetou.

Osgood é morta porque os roteiristas resolveram deixá-la menos inteligente, mas nem dá pra reclamar muito, já que o próprio Doutor anda numa fase não muito brilhante da carreira. É claro que é super seguro deixar a Missy sussurrar no seu ouvido. É mais seguro ainda ficar trabalhando numa bancada do lado dela com dois soldados figurantes que não são pagos para se mexer. Bye Bye Osgood.

Enquanto isso, há cybermen na fuselagem, como os gremlins daquele episódio de Twilight Zone que queriam derrubar o avião do William Shatner. Na Terra, Zombie-Danny com uma maquiagem bizarríssima (alô, seriado pra criança!) pede a Clara que o ajude a consertar o inibidor de emoções. Kate é sugada para fora do avião, Coronel Ahmed idem e, na Nethersphere, sobre até para o Seb, que foi dar uma de fanboy do Doutor e foi vaporizado. 😦

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O Doutor dá uma de James Bond para chegar à TARDIS e ir ajudar a Clara. O encontro final dele com o Danny Pink também foi fraco. Começa bem, mas degringola. O Doutor tenta convencer o Danny a não se transformar em um zumbi sem emoções, porque “a dor é um dom, sem a capacidade de sentir dor não se sente mais nada. Danny pergunta então se o Doutor pode sentir dor e quando ele afirma que pode, então Danny o descredita, diz que sente vergonha por ele. É pior ainda que ele faça tudo o que faz sem ser um monstro sem coração, e o Doutor concorda. Isso é MUITO BOM.

Só que… Danny, por não estar usando o inibidor de emoções, não consegue se ligar à consciência coletiva dos Cybermen para saber qual o plano deles. Danny então não perde a chance de passar uma descompostura no Doutor na frente da Clara, dizendo que o discurso dele não vale de nada, agora que o Doutor precisa ativá-lo para saber quais são os planos dos cybermen. Porque é isso que faz um general, os belos discursos desaparecem quando há uma vantagem estratégica em jogo. ISSO TAMBÉM É BOM PRA CACETE.

Mas, quando a Clara ordena que o Doutor entregue a ela a chave de fenda sônica para que ela possa ativar o Danny, ele dá uma descompensada e vira as costas aos dois. QUÊ? Não apenas o Doutor tem um histórico de não abandonar os amigos nas horas mais trágicas (mesmo quando esses mesmos amigos o traem, como vimos no episódio anterior) como já sabemos que ele não tem nenhum problema em oferecer uma morte misericordiosa a qualquer um que estivesse sofrendo. É só lembrar que, em The Beast Below, ele quis eutanasiar a baleia do espaço e em Time Heist, não hesitou em oferecer à Saibra o que ele achava que seria uma morte instantânea e indolor.

Ceninha entre a Clara e o Danny e mais Missy, avisando o Doutor que todos aqueles Cybermen eram, na verdade, um presente de aniversário para ele. Um grande exército para consertar as coisas pelo universo, matar um monte de gente e recrutar mais gente ainda. Que atencioso. Happy Birthday, Mr President, diz a Missy, citando uma das ex-esposas do Doutor.

“Exércitos são para pessoas que acham que estão certas”, continua a Missy. E é uma ideia muito legal, mas realmente acho que eles pesaram a mão na questão Batman-Coringa aqui. Sério que a louca regenera sei lá de onde, sai de Gallifrey e gasta o que provavelmente deve ser centenas de anos em um plano super elaborado só pra foder com a cabeça do Doutor? Nenhum outro interesse escuso por trás? Sendo que da última vez que eles se viram o Mestre inclusive salvou a vida do Doutor? E agora tá bananas à toa? Gente, qual a necessidade disso? “Eu preciso do meu amigo de volta”. Olha, puxado pensar que a única agenda do Master é encher o saco do Doutor.

Mas OK, daí rola um momento Galadriel sendo tentada pelo poder do Um Anel enquanto passam cenas de toda a temporada nas quais o Doutor questiona se ele é um bom homem. Quando a ficha cai, rola mais um beijinho na Missy, porque esses dois aparentemente gostam de se beijar (sem julgamentos, – sempre achei que havia uma tensão sexual). Então o Doutor diz que finalmente entende que não é um bom homem, um homem mal, um herói, um presidente ou mesmo um oficial militar – mas tão somente um idiota com uma caixa e uma chave de fenda sônica. De passagem, ajudando quando pode e aprendendo. E que ele não precisa de um exército porque tem os companions (bonito fazer discurso enquanto a Clara tá se fodendo, Doutor, Deus tá vendo essa zoeira). “O amor não é um sentimento. O amor é uma promessa.”.

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Danny, em posse do bracelete malvado da Missy, dá ordem para que todos os Cybermen queimem as nuvens em um discurso muito bonito, não fosse o fato de: como diabos ele foi capaz de proferí-lo, se estava com o inibidor de emoções ligados? Quer dizer, tudo bem não ferir a Clara – “o amor é uma promessa, e ele jamais vai ferí-la”, diz o Doutor – mas aquele discurso de “vamos salvar o planeta, essa É A PROMESSA DE UM SOLDAAAADO”? Naquele tom? Sem emoção? Ah, vá. “O exército dos mortos vai salvar a terra dos vivos!” (inclusive Rory e Amy sim – de nada por essa imagem mental :D) E é isso o que eles fazem.

Por fim, o Doutor toma para si a responsabilidade de matar a Missy, já que não quer onerar a Clara com essa morte nas costas. A cena final de ambos é foda, porque na hora de responder ao pedido de Missy para dizer algo gentil, ele diz: “Você venceu”. “Eu sei”, ela responde, porque transformá-lo em um assassino é provar o ponto de que não são, de fato, tão diferentes. A gente nunca fica sabendo se ele seria mesmo capaz de matar a Mestra (ponho cinquentinha que não seria, mas é tudo especulação), quando o Cyber-Zombie-Brigadeiro toma para si a tarefa e ainda faz questão de mostrar a eles o lugar em que a Kate está caída, ainda com os sapatos nos pés. Sério, o cara é tão bom que a salva de uma queda de avião e faz com que ela conserve os sapatos. IMPRESSIONANTE.

Antes da Kate ser sugada para fora do avião, há uma cena breve entre ela e o Doutor em que ela diz que a grande ambição do pai dela era ser saudado pelo Doutor, ao menos uma vez (ambição estranha de vida, mas ok). Daí a saudação ao Cyber-Brigadeiro, ao fim do episódio. (E eu dei uma choradinha sim, me processem). No fim das contas ele não tem mais nuvem para queimar, todos os outros cybermen fizeram isso por ele, então ele só vai embora. Em algum lugar do Cosmo, o Cyber-Zombie-Brigadeiro está aprontando altas confusões (de nada por essa imagem mental, também).

Duas semanas depois há o que parece ser a despedida definitiva entre a Clara e o Danny Pink, numa vibe muito Doomsday. O bracelete só tem energia para mais uma viagem, a fenda vai se fechar em breve, e ele manda de volta o moleque que ele matou. Mimimi e talz. Depois o Doutor e a Clara mentem um pro outro que está tudo às mil maravilhas com a vida de cada um – ela vai ficar pra sempre com o Danny e ele vai comprar uma casinha em Gallifrey e se aposentar. Exceto pelo fato de que, claro, Danny está morto e o planeta continua perdido (fiquei mal pelo Doutor na cena em que ele quase quebra o console da TARDIS. Foi tenso.)

Ou seja, um final marromêno e provisório para nos preparar para a chegada do episódio de Natal. Com papai noel e tudo.

3) Questões não respondidas

Como o Master regenerou na Missy, depois de ter sido sugado junto com Rassilon para dentro do vortex lá na quarta temporada? A Missy diz que o Doutor a salvou. O Doutor diz que salvou Gallifrey. Então ela diz que Gallifrey também, é o dano colateral. “Há sempre danos colaterais entre nós, é a nossa Paris”. A piada é boa para mascarar o fato de que jamais ficaremos sabendo, e que grandes vilões voltam porque nós os amamos e os roteiristas não conseguem ficar sem usá-los por muito tempo. Vamos todos lidar com isso. Até porque desperdiçar a Michelle Gomez seria um pecado. PFV, TRAGAM MAIS HISTÓRIAS COM A MISSY, ASAP.

– Por que a Clara não reconheceu a Missy como a moça da loja? Não é como se a Missy fosse uma personagem discreta, facilmente esquecível. Furo de roteiro?

– Ainda não sabemos porque é que o Doutor escolheu o rosto do Caecilius para a regeneração. Nossa única pista até o momento é uma cena em Deep Breath na qual ele afirma que já viu o rosto em algum lugar e que a escolha devia ter sido consciente, como se ele quisesse se lembrar de algo – estratégia que falhou miseravelmente durante a ressaca regenerativa.

– O Doutor empurrou ou não empurrou o diabo do Androide de Deep Breath da nave?

– Todo mundo concorda que a Clara está grávida? E que é isso que vai impedi-la de viajar na TARDIS outra vez, quando eles se reencontrarem no especial de Natal? Ou isso ou o Danny volta, mas se me permitem o exercício futurológico, aposto na gravidez. O tempo pode ser reescrito, é claro, mas a linha narrativa de Listen é muito boa para ser descartada assim sem mais nem menos. Mas só saberemos ao certo no Natal.

– Osgood tá viva? Eu sei, eu sei, a princípio parece um daqueles wishful thinking de fandom, e eu consideraria como tal, não fosse a cena em que o Coronel Ahmed corrige uma referência que ela faz, no avião. Osgood jamais erraria uma referência qualquer e, ainda que errasse… qual a função dessa correção para o episódio? Ela manda um whateva, dude, e o barco segue. E se Osgood não for Osgood mas Zygon-Osgood? E se Osgood tá vivinha? Até porque ninguém sabe qual foi o fim da negociação entre Zygons e humanos em The Time of the Doctor. E se tá rolando uma cooperação? A conferir.

– Será que é por causa dessa lei bizarra de Presidente do Planeta a bordo do avião que Courtney vira presidente, no futuro? (Eu sei, não vamos ter a resposta disso, mas fica a reflexão)

– Será que um dia a gente vai ouvir sobre a quarta mulher do Doutor? Clara diz que ela é o Doutor, e foi casada quatro vezes. Três “exes” nós conhecemos: Elizabeth Primeira (casada com o décimo), Marilyn Monroe e River Song, casadas com o décimo primeiro. A quarta mulher deve ter sido a avó da Susan, casada com o primeiro enquanto ele era um garotão, em Gallifrey.

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4) Bonus track: meu ranking de episódios por ordem de preferência (mas, é claro, o choro é livre, e imagino que as listas de vocês sejam bem diferentes da minha)

1 – Listen – para mim a grande história da temporada. Um episódio sem monstro. Um puta avanço de plot para o décimo segundo Doutor. Um conto de fadas no sentido original do termo – ou seja, uma jornada sombria para dentro de nossos medos e necessidades mais primárias. Moffat mostrando, mais uma vez, como é um grande escritor de episódios isolados.

2 – Flatline – Leva o Oscar de melhor roteiro original. A sacada do monstro da semana é completamente pirada, e funciona muito bem. O aproveitamento da Clara é fantástico.

3 – Deep Breath – Londres Vitoriana, Vastra e Jenny chutando bundas, um Doutor completamente tresloucado, Clara levando o Grande Esporro da temporada e estabelecendo o curso do que viria por aí.

4- The Caretaker – Sexto episódio da temporada que demonstra o que já havíamos visto em pequenas pílulas até aqui: o Doutor do Capaldi é rude, não é ruivo e é muito engraçado. No sentido pastelão da coisa. The Caretaker é uma comédia de erros.

5 – Time Heist – uma aventura dinâmica, esperta, episódio fechado, conceito bacana, excelente utilização das convenções de histórias de roubo a banco. Monstro esquisito e vilã bizarra, porém estilosa. Dois companions que gostaríamos de ver na TARDIS: Saibra e Psi.

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6 – Mummy in the Orient Express – como Time Heist, episódio temático. Mas dessa vez um mistério de detetive com ares de Agatha Christie. Ambientação fantástica, uma versão jazzística de Queen para grudar na cabeça, uma fucking múmia! e uma inteligência artificial devotada ao mal, como toda inteligência artificial que se preze provavelmente é ou virá a ser. Ah, claro, e o Perkins! (precisamos de mais Perkins)

7 – Dark Water/Death in Heaven – Nem achei que o final de temporada fosse ficar tão alto na minha classificação, mas acontece que, se ele tem diversos momentos ruins, também tem pontos altíssimos. A Michelle Gomez, por exemplo, BA-NA-NAS. Quero um spinoff com ela destruindo mundos sem dó. Mas também todas as homenagens, a volta da UNIT, o entendimento de si que o Doutor finalmente adquire após o confronto final com Mary Poppins.

8 – Into the Dalek – a grande razão para esse episódio estar quase na lanterna é o fato de que me lembro muito pouco sobre ele, mesmo tendo assistido pelo menos umas três vezes para escrever a crítica. Há o momento sensacional do “You are a Good Dalek, Doctor” mas, de resto, sério, o que mais tem ali?

9 – Kill the Moon – Um episódio controverso. O saldo geral me parece positivo, mas a gente tem que relevar tanta, mas tanta coisa para que funcione que eu nem sei. Ah, sim, e a Courtney.

10 – In the forest of the night – Ao contrário de Kill the Moon, esse episódio tem boas ideias, mas o quadro geral é, no mínimo chato – para não dizer cafona e mesmo creepy, com aquela guria saindo de trás da moita para encontrar a mãe e a irmã. Mas eu nunca gostei dessas ficções ecológicas, vide Capitão Planeta e aquele filme ridículo do M. Night Shalalá em que as árvores são as vilãs.

11 – Robot of Sherwood – Esse episódio é estúpido, ponto.

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Em tempo, e se alguém estiver lendo, ainda: foi um prazer escrever as críticas da temporada. Obrigada pela audiência, pelas discussões ao longo das últimas semanas e, sobretudo, pela gentileza com que fui recebida aqui no Who Cares. ❤ A gente volta a conversar no Natal. Até lá.:)

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29 pensamentos sobre “Spoilers, Sweetie! S08E12 – Death in Heaven

  1. Vou inserir um comentário aqui, fora do lugar apropriado, só para desejar todo o sucesso para os três podcasteiros que me fizeram rir demais durante essas duas temporadas de podcast e de rever esta série maravilhosa e tosca que eu tanto amo. Linha do Trem é um projeto lindo do Salimena que eu acompanho com muito carinho, além do Mimimi que também adorei acompanhar. Sei que eventualmente vocês vão voltar pois já falaram que a terceira temporada está gravada. Espero ansioso por esse dia, fiquem em paz seus lindos. Muito ódio ao K-9!

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  2. Na minha opinião Clara é a companion da nova temporada mais mal planejada que eu já vi, ao menos na 7ª temporada, isso porque ela chegou praticamente de paraquedas na história e a todo momento prometia ser grande, quando na verdade apenas parece que uma grande força a faz de fantoche salvador do doutor. Mas falta algo, uma afeição prévia, diferente das outras companions que construíram laços aos poucos com o doutor. Bem, ao menos não foi sugerido que nenhuma delas se jogasse na linha temporal dele com tão poucos episódios. Rings of Akhaten sintetiza bem o que eu penso junto do ultimo episódio, odeio aquele episódio por mais que tenha gerado uma música legal.

    Mas pondero que nessa temporada ela estava bem melhor, menos super heroína, além de que foi evadido novamente que o namorado se tornasse um patético Mickey, assim como o Rory no final das contas. Outro ponto é que ela tinha uma vida e, diferente das demais companions, não quis abdicar dela pra viver inteiramente com o Doutor, isso é um ponto de diferenciação. Nessa parte eu até me identifiquei, pois tenho tendencia a querer ter tudo e não escolher.

    Porém… Pro final foi tudo pro lixo desde que ela tentou chantagear o Doutor a trazer o Danny de volta, aquilo foi patético. Tudo bem que o comportamento dela pode até ter lembrado o da Rose quando salva o seu pai, criando todo aquela crise dos parasitas temporais, mas dá pra comparar salvar a pessoa amada que está na sua frente, apenas com um empurrão, com ameaçar um amigo de tirar algo de grande valor dele? Faça-me o favor! Isso é egoismo puro!

    Mas por que essa revolta toda? Porque me lembrei do pobre Adam Mitchell, sim agora ele é pobre, pois o Doutor por muito menos o deixou com um implante que com toda certeza afetaria sua qualidade de vida, como uma “punição”, enquanto alguém que ameaçou lhe tirar a TARDIS, recebe perdão em 10 min. Não que eu ache o perdão descabido, é razoável, afinal apesar de “forçado” na minha opinião, eles tem uma história juntos. Entretanto com toda certeza foi injusto em linhas gerais, tendo em vista o caso passado citado e que eu não acredito que o 12º seja menos rigoroso que o 9º.

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  3. Só para registrar aqui minha ordem de preferência por episódios dessa temporada

    Ótimo =D
    Time Heist
    Mummy in the Orient Express
    Deep Breath
    Listen

    Bom 🙂
    Dark Water/Death in Heaven
    Flatline
    The Caretaker

    Médio 😐
    In the forest of the night
    Robot of Sherwood

    Ruim =\
    Into the Dalek
    Kill the moon

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  4. Fiquei triste com a morte da Osgood.
    Ainda mais porque o Doctor deixou uma indireta de que ela poderia viajar com ele e desde o episódio de 50 anos eu já torcia por isso.
    Mas quando rolou o “convite”, ou melhor, a insinuação de que ela seria companion lembrei de um comentário que o JP fez no último podcast da 1ª temporada… de que se o Doctor te convida no meio do episódio, quer dizer que você vai morrer.
    Pois é, aconteceu de novo =(

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  5. Gelei quando a Missy deu as coordenadas de Gallifrey e pensei.. mds se essa loka estiver falando a verdade qual é a graça!!
    Ainda bem que era só mentira…

    Mas fico imaginando o que a volta de Gallifrey poderia melhorar na série? Ninguém sente falta, aparentemente nem o Doctor, que não foi procurar durante a temporada toda!

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  6. Eu gostei da temporada , realmente vemos um Doctor mais humanizado tentando se restabelecer depois de tantos erros , e no fim vemos ele se aceitando quem ele é , teve algumas forçadas como ele não gostando muito de soldados mas que é adequado ao novo personagem por ser muito mais anarquista , ele é meio Dr House então se percebe que ele meio contra as regras e o regulamento , ja a Clara mostrou ela tendo uma vida além de companium e como ela não lidou tão bem com a mudança dele , depois de muitas atitudes erradas vindo deste , e também a relação que poderia ter se mostrado muito mais entre ela e o Danny nem chegou a aparecer tanto pra nos importarmos com a morte dele e mesmo acreditar que ela de fato era apaixonada por ele , enfim teve muitas sacadas boas na temporada e algumas perguntas sem resposta como onde está Galinfrei e por que o Doctor escolheu este rosto … aguardando o especial de natal

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  7. SOBRE O DOUTOR. =)

    Parabéns pelas críticas! Elas com certeza ajudam muito a ampliar a visão sobre os episódios, já que no geral não temos muito com quem discutir a série! =)

    Vou compartilhar aqui uma teoria sobre a evolução do personagem do Doutor ao longo da nova série que eu achei em algum campo de comentários no meio dessa internet louca de meu deus.

    O nono Doutor, como muito comentado nos casts inclusive, está transtornado pelo resultado da Time War, e podemos perceber em alguns momentos que ele não tem mais aquela vontade de seguir em frente ou de continuar vivo e não liga de se arriscar ou se sacrificar em nome de algo, por menor que seja. Ao longo da temporada, o Doutor se apaixona pela Rose (é, vai entender, né? XD) e seu ato final mostra a si mesmo que ele quer continuar vivo.

    O décimo Doutor surge como alguém alegre e disposto a apreciar a vida, por mais boba que ela seja às vezes, e seu temperamento é quase que como sob medida para a Rose. Ao longo das outras temporadas, o arco do 10th se torna muito mais dramático com o retorno do Mestre, que o faz perder tudo, amigos, pessoas que ele amava, etc. “they all break my heart in the end” e a regeneração do 10th é a mais triste (para mim) pois ele está sozinho e praticamente sem esperança, além de com certeza estar com muito medo.

    O 11th é o Doutor que tentou suportar e superar toda a dor de seu passado e não conseguiu, optando por esquecer. Podemos reparar que ele tenta esquecer tudo o que ele fez, tudo o que perdeu e sofreu, deixando tudo no passado para poder seguir (atitude que é criticada pelo 10th em “The Day of the Doctor”). Isso cria o que, pra mim, é uma fachada de Doutor alegre e atrapalhado, mas que na verdade esconde uma grande dor que aparece às vezes. O 11th é meio temperamental às vezes e seus diversos estados de espírito oscilam muito às vezes, pois ele ainda não consegue lidar direito e aceitar o que houve.

    Com o resultado do especial de 50 anos, o Doutor “faz as pazes” consigo mesmo, e o 12th surge como alguém muito bem resolvido e que se permite lembrar quem ele foi em alguns momentos, como prometido pelo 11th na cena que mais me fez chorar em toda a série (Acho o arco do 11th o melhor, gosto muito desta fase e fiquei destruído quando ele saiu… XD), podendo voltar a ser quem ele era sem mais arrependimentos.

    É um arco surpreendente, não?

    É isso! Ficou gigante, desculpem! kkkkkkkkk
    Abraços a todos e continuem com o ótimo trabalho.

    Felipe.

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  8. Provavelmente o doctor empurrou o androide, considerando que é praticamente impossível um androide de suicidar, para o Doctor ele estaria mandando o androide para onde ele queria(Terra prometida), imaginando que estaria fazendo o “bem” para o androide, sem ter peso na consciência por “matar” o androide.

    Ja falaram, mas vou falar mesmo assim, imagino que a Marilyn Monroe não casou com o 10 e sim com o 11(Matt smith), em uma festa que ele estava com os Ponds e o Doctor chega e chama eles para irem embora porque tinha acabado de se casar

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  9. Poxa, eu não acredito que teve tanta gente que não gostou dessa temporada espetacular. Até não gostar da temporada tudo bem, mas dizer que foi a pior temporada de todas é exagerar, a oitava é muito melhor do que a segunda, a quinta e principalmente que a sétima (que só foi boa por causa da saída da chata da Amy). Junto com a primeira e a quarta, a oitava é minha preferida.

    A primeira parte do finale foi genial, um dos melhores episódios da série nova, a segunda parte foi um pouco pior, mas tudo bem, continua sendo a melhor finale desde Journey’s End. O Moffat se superou nessa temporada.

    O Capaldi tem que ficar mais uns cinco ou seis anos na série e bater o Tom Baker como ator mais tempo no papel, ele é demais, e a química dela com a Jenna nessa temporada foi espetacular. Muita gente criticou a Clara, mas tinham que criticar ela na sétima, na oitava ela se superou, se tornou a melhor companion da nova série junto com a Donna, a Clara é humana, ela faz coisas de humanos, ela ficou muito triste quando perdeu o Danny, e isso é a coisa mais normal que um humano faria, e se alguém tivesse um amigo que viajasse no tempo, qualquer um pediria para ele voltar lá e salvar o Danny.

    Lista de episódios para mim:

    1- Listen: é genial, um dos melhores episódios da nova série para mim, junto com The Empty Child/The Doctor Dances, Turn Left e The End of Time.

    2-Dark Water: se junta com Listen e outros como meus episódios favoritos.

    3-Mummy on The Orient Express: muito bom, eu acho que o Capaldi da seu melhor nesse episódio.

    4-Flatline

    5-Deep Breath

    6-Time Heist

    7-Death in Heaven

    8-Into the Dalek

    9-Kill The Moon

    10-Robot of Sherwood

    11-In The Forest of the Night

    12- The Caretaker: mesmo sendo o pior episódio para mim, se colocassem esse aqui na sétima, seria um dos melhores episódios da temporada.

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  10. Achei a temporada muito fraca. Esperei tanto por ela e no fim me decepcionei. Capaldão foi sem dúvidas, um Doutor excepcional, e correspondeu todas as minhas expectativas. Mas a falta de uma companion que realmente tivesse afim q incomodou profundamente.

    Sim, eu gostei muito da personagem Clara deixar de ser um soro fisiológico e a sua personalidade se tornar forte e decidida. Mas ela virou uma bicth! Na boa, ela faz o que milhares de pessoas queriam fazer (todo tempo e espaço), e trata isso como ir ao mercado? Me parecia q tudo q ela fazia era de má vontade e que de fato ela nunca aceitou verdadeiramente a nova regeneração. E o Doutor por outro lado, parece q fica o tempo todo aceitando qualquer tipo de merda que venha dela, para ganhar um lugar no coração da Clara.

    Faltou cumplicidade, entrega. Danny Pink foi um personagem totalmente desnecessário e irritante. Só pra cumprir a cota de galã. Um panaca com ideias tacanhas e um coração grande. Pra que?

    Teve sim seus momentos memoráveis, mas pra mim o resumo foi a Clara tentando engolir o novo Doutor e não querendo largar o osso, pq viajar com ele é legal (mas não muito) – ela nunca se sacrificaria por ele – e um Doutor (genial, por sinal), em busca de compensar e satisfazer a companion pela regeneração não galã dele.

    Nota 5 pra temporada… não passou de ano =)

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  11. Ótima resenha como sempre. A parte em que diz que a Osgood não erraria uma referência (nem o número de Cybermen que saíram voando), então talvez a que foi desintegrada pela Missy seja um Zygon, me fez enxergar um raio de esperança. Obrigado por me fazer acreditar novamente que veremos a Osgood como companion do Doutor na próxima temporada, Gabriela. Até o Natal!

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  12. Bem legal o texto.

    Eu gostei da temporada em geral, teve muita preocupação de ligar mais a série atual com a clássica e deu para ver que estavam preocupados com a mudança do jeitão na série.

    O Brigadeiro ao final foi bem legal, afinal, como o ator morreu ficou uma homenagem mesmo.

    A Clara ainda vai aparecer no Natal, vamos ver o que vai acontecer.

    Tudo de bom!

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  13. Ah, isso é do outro episódio, mas gostaria de pontuar aqui o meu repúdio ao que a Clara fez com o doctor para salvar o Danny, além de ser uma filhadaputagem sem tamanho (isso não se faz com um amigo, MESMO! Eu, se fosse o Doctor, a expulsaria da Tardis com prazer depois de uma dessas), também é absurdamente incoerente com a personagem, eu vejo a Clara mais ou menos como a Rose, mais inteligente e decidida, sim, mas alguém que não era nada especial e que foi até as últimas consequências pelo Doctor, vcs imaginam a Rose fazendo um negócio desses? Gente, ponham a mão na consciência, vejam o que a Clara fez no the name of the doctor, the day of the doctor e the time of the doctor e me digam se ela seria capaz de ter tal comportamento, destruíram a personagem. Pra mim, essa questão dela ser manipuladora foi muito forçado, assim como a Missy querer mantê-los juntos por causa disso, eu sinceramente não entendi.

    Ah e a minha lista:
    1-Time Heist
    2- Deep Breath
    3- Mummy on the orient express
    4- Listen (obs: esse episódio é bom, mas achei que tem muito fanboyzismo em torno dele. Pra mim, por exemplo, todos os episódio do Moffat da era Russel Davies são melhores que ele)
    5- flatline
    .
    .
    .
    .
    12- Robot of Sherwood

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  14. Não gostei muito dessa season finale quando assisti a primeira vez, e ao rever, o episódio me pareceu bem mais legal. Analisando o episódio por tópicos.

    Adorei a Michele Gomez como Missy, mas preferia que fosse outro vilão que não o Master, entendo que ele é o arqui-inimigo time lord do Doctor e que ele deve aparecer uma vez ou outra na história, mas acho esse personagem meio insuportável, pelo pouco que já vi dele, ele tem muito esse lado coringa mesmo que já me deu nos nervos. E eu nem bato mais cabeça questionando se ele morreu/como ele voltou/se ele vai voltar pq ele sempre “morre” e ele sempre volta, e sempre vão dar um jeito de justificar isso.

    Olha, discordando aqui, eu gostei bastante de como foi inserido os cybermen nesse episódio, eu costumava achar esse personagem chato, todos os episódios com eles eram meia boca, e aqui achei que a participação deles foi mais impactante e emocionante, mas concordo que isso viola o conceito primordial deles e que ficou meio homem de ferro, mas….pra mim, foram males que vieram para o bem.

    Me incomodou a forma banal como o Danny Pink morreu (sério, achei aquilo muito esquisito), mas achei coerente ele salvar o muleque que ele matou em vez dele mesmo no final, isso fechou o arco dele, foi o trauma superado.

    A morte da pobre da Osgood só vem pra manter a tradição da série de assassinar os nerds fãs do Doctor na história hahaha…não consegui não lembrar dos rapazes do Whocares falando do carinha que morreu lá no episódio piloto.

    Muito se discutiu no final se o Doctor encontrou, ou não, Gallifrey. Ao conversar com a Clara, ele julga que o Danny voltou e que a Clara vai deixar a vida de aventuras, acho que ele tem certeza que isso é o melhor pra ela, então inventa a desculpa de que encontrou o seu planeta e que vai voltar para casa, e a Clara, por sua vez, acreditando no Doctor, inventa que ela e o Danny vão ficar bem juntos para que o Doctor possa ir em paz. Então, pra mim, os dois terminaram mentindo ali, e a frase do abraço coroa isso.

    Em vários momentos, esse episódio me lembrou Doomsday.

    A Marilyn Monroe é casada com o 11º, e não com 10º.

    Enfim, o saldo final foi positivo, pelo menos em relação aos finais de temporada anteriores, não gostei nem um pouco do final da sétima e da sexta!

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  15. Na verdade quem casou com a Marilyn foi o 11th, no meio de uma bebedeira na festa de natal do Frank Sinatra.

    Sim, o 11th com aquele jeito bobalhão e infantil, foi mais vida loka que todos os outros juntos.
    Quanto a quarta mulher, eu imaginei que foi o primeiro amor do Doutor mesmo.

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  16. Cara, eu fiquei pensando o episódio inteiro sobre as 4 esposas do Doutor, e nos filhos. A Clara diz enquanto tenta se passar pelo Doutor, “Os meus filhos e netos estão mortos.”, e até citou a Jenny, do episódio The Doctors’s Daughter no balaio de herdeiros.

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  17. Eu gostei muito dessa temporada,teve muitos problemas sim mas a construção da relação do Doutor com a Clara foi muito boa,ainda que em prol disso tenham sacrificado alguns plots.

    Teve episódios bem legais como o Time Heist,Mummy on the Orient Express,The Caretaker e principalmente Flatline e Listen.Acho que pra uma temporada com uma grande mudança de tom na série e claro no próprio Doutor,ficou de bom tamanho mas espero que na próxima o Moffat não cometa os mesmo erros(provavelmente vai cometer erros diferentes) e essa nova fase consiga se achar seu caminho.

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  18. Só vou dizer que fui muito mais positivo com relação ao final do que você.

    A minha temporada favorita de Doctor Who é a 5. Mas essa chega perto. Bem perto. Uma melhor drástica da sétima pra essa.

    Meu ranking de episódios ficou:
    1-Listen(Sinceramente, concorrente a melhor episódio da série atual)

    2-Flatline(Loucura, mas funciona muito bem. Conceitos criativos e, acima de tudo, bem trabalhados. Excelente episódio “Doctor-lite”)

    3-Dark Water/Death in Heaven(Bom fechamento para uma temporada bem forte. Sempre achei que a thread do doctor ser um bom homem seria meio que abandonada, mas ela foi retomada de maneira simplesmente genial. Diálogos muito bons e fechamento aos arcos dramáticos da temporada. E Michele Gomez)

    4-Mummy on the Orient Express(Contratem Jamie Mathieson como roteirista permanente. Simples, straight-forward, sem grandes complicações, mas muito bom)

    5-Into the Dalek(Esqueçamos da falha dos Daleks Power rangers e vamos nos lembrar desse episódio(e do Asylum) como representantes dos Daleks da era Moffat. Ainda que a miniaturização seja meio estúpida, o que é trabalhado no episódio certamente é brilhante)

    6-Deep Breath(A era Moffat sempre teve melhores season openers do que a era RTD. Essa é mais uma comprovação disso. Já estabelece o conflito da temporada e contém diversas cenas memoráveis. E a piada das sombrancelhas, é óbvio)

    7-Time Heist(11 Homens e um Segredo encontra Doctor Who. O que poderia dar errado?)

    8-Kill the Moon(Seria um episódio melhor colocado se não fosse a ciência absurdamente errada que não se deram ao trabalho de explicar por um segundo, que me incomodou. Se tivessem falado que o ovo estava absorvendo energia do sol e transformando em matéria eu teria ficado menos incomodado. Mas os diálogos, especialmente no final, valem a pena.)

    9-The Caretaker(Episódio divertido e engraçado, mas na lanterna porque os outros episódio são naturalmente mais interessantes)

    10-Robots of Sherwood(Idem, mas com solução estúpida. Mas ainda assim muito divertido)

    11-In the Forest of the Night(quase dormi, único episódio que achei ruim dessa temporada. Simplesmente chato, mas com um conceito interessante. Se o escritor fosse melhor, quem sabe.)

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  19. Muito boa a resenha! Legal que além da gravata do 11 a Osgood estava usando os sapatos do 10 e a jaqueta do 9/War! Gosto muito da maquiagem de cadáver de Danny
    Acho meio difícil Clara ter acordado no mesmo cemitério que Amy/Rory foram enterrados, eles morreram em Nova Iorque, devem ter sido enterrados por lá

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  20. Gostei muito do Doutor do Capaldi, das vezes que ele esculhambou a Clara, da Missy e de algumas cenas, mas no geral essa temporada não agradou.

    Gostava da Clara até o “time of the doctor” e discordo de que ela era só um apoio pra série andar. Até esse episódio ela foi a companion mais importante que o Doutor já teve, foi a garota que salvou o Doutor em todas suas vidas e a única que o conheceu em todas. Teve um papel fundamental para lembrar três Doutores do porquê eles resolveram usar esse nome e evitar que tomassem novamente a decisão do genocídio no “the day of the doctor”.

    Nessa nova temporada ela teve sim um aprofundamento maior, mas isso não foi bom para a personagem. Isso destruiu (pelo menos pra mim) a imagem dela de uma das companions mais importantes para uma pessoa egoísta e muito chata. Do romance sem graça e forçado, passando pelo egoísmo dela de não querer lagar o osso das viagens no tempo e da vida comum, escondendo de um e de outro as suas aventuras na outra vida, até a decisão de roubar as chaves da TARDIS e destruí-las caso o Doutor não ressucitasse o Pink, a Clara foi caindo de nível violentamente. Cheguei a torcer pra ela sumir mesmo no fim da temporada e nem sequer aparecer no especial de natal. Outros companions que o Doutor teve já tiveram que lidar com escolhas muito mais difíceis do que as que ela teve que lidar e nem por isso tomaram atitudes tão egoístas.

    Sobre a Missy, gostei da mudança feita, só achei ridícula a cena dela voando com um guarda chuva. Pink não acrescentou nada para a trama, foi no mesmo estilo Mickey. A homenagem ao brigadeiro acho que foi uma forma de compensarem não terem chamado ele pra participar da nova série enquanto estava vivo.

    E os episódios de um modo geral foram bem chatos, até os badalados, como “listen” e “flatline” foram ” bem mais ou menos, mais ou menos”, mas, como diz o Thales lá no MdM, “me divertiram”

    E desculpem pelo post reclamação estilo comentário do MdM, mas é que acho que essa foi a pior temporada da nova série.

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    • Clara dentro da história até pode ter sido transformada na companion mais importante, mas justamente por causa da forma como foi feita, ela chega a ser a pior de todas na minha opinião, quer dizer, disputando pau a pau com a Martha no meu conceito. Esse plot do Moffat foi asqueroso, simplesmente porque aconteceu rápido demais e foi uma grande bola de neve, transformando a Clara num grande bandaid colorido pros antagonismos.

      Primeiro foi o lance da Garota Impossível, a Clara inexplicavelmente tem uma grande afeição pelo Doutor e quis arriscar tudo pra protege-lo, mergulhando em sua Time Line e conhecendo todos os doutores, dando pequenos toques o guiando pro caminho certo. Tá, tudo bem, não foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu, Rose fez o mesmo se tornando o Bad Wolf. Mas a grande diferença entre as duas é que no caso da Rose, as coisas foram nos mostradas de maneira descontraída, sem compromisso, quase que um easter egg, enquanto foi construída toda uma fundação Doutor-Rose antes que isso fosse jogado na nossa cara. Mas no caso da Clara foi diferente, foi desarmonioso, ela em pouquíssimo tempo entre a despedida dos Pounds e o Time of Doctor, foi apresentada como alguém muito importante e pra todo lado que iam fazia algo fantástico e único, ao menos era o que os holofotes que o Moffat descaradamente forjou queriam dizer. Só que esqueceram de construir uma Clara para que o público se ligase, alguém palpável e que justificasse suas ações, o porquê dela fazer o que fez. Entretanto no fim da 7ª temporada ela foi tão profunda quanto o Supermen no inicio de carreira, um grande salvador, mas sem nada mais a acrescentar do que heroísmo clássico, fazer o certo porque é o que deve ser feito.

      Depois vem o The Day of Doctor, nesse francamente ela não teve brilho nenhum. Mas eu não a culpo, tinha o 10º e a Rose (mesmo que interagindo apenas com o 8,5) pra ofuscar rs. Brincadeiras a parte, seguindo o raciocínio, ela só bateu um papo com o Doutor para dar força, igual a qualquer companion básico faria, acho que até se fosse o Craig teria o feito o mesmo e de forma bem mais engraçada. No fim quem resolveu a charada pra salvar Gallifrey foram os 3 Doctors de fato e quem abriu as portas foi a Bad Wolf. Por fim vem o The Time of Doctor, não tenho certeza se gosto dessa despedida do 11º, pra mim ele terminou junto com os Pounds, pula pro The Day of Doctor pra frente e fim, nada que aconteceu nesse meio é vital… O episódio é apenas uma história pra fechar todos os arcos anteriores que ficaram soltos, mas trazendo decepções igual a tornar o Silêncio, principal terror do 11º e fonte de todos os males dos Pounds e River, algo tão simples… Enquanto Clara está no posto da que vai lamentar igual a Rose do 9º pro 10º, mas só que ela é praticamente uma estranha se for analisar! Por fim quem surge, nem que seja um espectro rápido e rouba a cena perto da regeneração? Amy com certeza, essa sim é a garota do 11º.

      Na temporada seguinte, Moffat pode sentar e apresentar a personagem de maneira decente para todos nós, com uma vida, personalidade e dilemas próprios. Realmente eu gostei. Mas como de praxe Moffat fez besteira, pois a Clara “Garota Impossível” é algumas vezes incompatível com a Clara “Doctor”. Só que aí é que está, essa besteira feita não é da Clara mais atual, mas da Clara da 7ª temporada que era um Bandaid ambulante, uma superheroina, uma utopia, então por ser tão vazia ela não pode se encaixar numa personagem mais desenvolvida.

      Mas o que deveria ter sido feito pra que Clara não fosse tão incongruente? Simples, ter entrado junto do Capald, deixava o 11º com os Pounds ou até mesmo o Craig (sério torci muito pra que ele fosse um compainion tipo como foi a Donna) adiavam o lance todo da Impossible Girl, faziam a 8ª temporada igualzinho a como está agora e só depois a Time Line. Nisso Clara teria bem mais sentido e seria visível o seu desenvolvimento como personagem na história e comprometimento com o Doutor, a tirando do patamar de fármaco para alguém que simplesmente desenvolveu lealdade.

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