Spoilers, Sweetie! S08E04 – Listen

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Ouçam! Tem crítica nova, e hoje o assunto vai render

Posso começar a crítica contando um sonho? Ok, eu queria mandar meu currículo para o Moffat, ou qualquer um que seja o showrunner da vez. Porque fazer parte da equipe de roteiristas de Doctor Who deve ser qualquer coisa, menos monótono. A série não se desenvolve a partir de uma única fórmula, mas aproveita diversas estruturas narrativas para compor temporadas com episódios para todos os gostos. Robot of Sherwood, por exemplo, foi uma investigação a la Scooby Doo: muito humor, inimigos disfarçados, e dia sendo salva por um grupo heterogêneo de desajustados e um cachorro Doutor intrometido.

Já Listen, por sua vez, poderia passar por um episódio de Arquivo X: a ambiguidade domina a cena de tal modo que terminamos o episódio sem saber se há mesmo um vilão. Eu quero acreditar!, mas… outro ser que não o Doutor roubou o giz e escreveu no quadro negro? Talvez. Mas talvez ele mesmo tenha escrito, movido o giz e esquecido. É só lembrar que, quando a Clara o encontra, pergunta a ele há quanto tempo está viajando sozinho. Quando o Doutor viaja sozinho ele perde o compasso moral e fica meio maluco.

Quem desligou as luzes a televisão do orfanato? Era só uma TV velha que desligava sozinha? E aquela criatura no quarto do pequeno Danny Pink? Seria só um outro menino do orfanato fazendo um bullying no moleque ou seria um bicho bizarro aleatório? Parei o vídeo na cena em que o “troço” se livra das cobertas e há apenas uma pseudo-cabeça embaçada.  Por fim, alguma coisa entra quando o Doutor abre a escotilha na nave do Coronel Pink? Internet afora as pessoas estão imersas numa discussão Mulder-Scully que não tem fim. A polêmica é boa, mas Listen é ainda melhor do que isso. Junte um pouco de terror e um pouco de um clima de fábula (ainda que uma fábula sombria) e temos um episódio que vai entrar para a lista de favoritos de muita gente.

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O episódio começa com o Doutor quebrando a quarta parede para nos apresentar a tese que norteará a história. E se quando estamos falando sozinhos não estamos falando sozinhos? E se nunca estivermos sozinhos? A evolução faz com que a natureza busque formas de aprimorar a sobrevivência dos indivíduos. Há predadores e couraças perfeitos, mas haveria a camuflagem perfeita? E se há, como então saberíamos? Atenção para aquele momento em que você dá pausa no episódio para olhar para trás. Ok, prossigamos.

O Doutor fica esperando Clara voltar de seu primeiro encontro com Danny Pink escondido no QUARTO DELA, COM A TARDIS. Isso, cara, tá certinho “Eu pensei em me esconder para o caso de você trazê-lo para casa”. Quer dizer, se o encontro tivesse ~dado certo~, como a pobre coitada ia explicar uma cabine de polícia e um homem de meia idade no quarto? Ainda bem que Doctor Who é uma série para a família, porque não é como se o Doutor entendesse muito sobre os relacionamentos amorosos entre terráqueos (vide a vez que o décimo primeiro saiu de dentro do bolo da despedida de solteiro do Rory para dar os parabéns, e dizer que a noiva dele o tinha beijado).

Para comprovar a teoria do Doutor de que não estamos sozinhos e que todo ser vivo possuidor de cama nesse universo (porque, né, essa é uma convenção bastante específica) já teve o mesmo sonho de uma mão agarrando o seu tornozelo, o Doutor coloca a Clara em contato com a matriz da TARDIS para que ela extrapole a vida da moça, e assim consiga levá-los ao exato ponto em que ela teria tido o sonho.

No entanto, Clara se distrai quando ouve o celular tocar, fazendo com que  a TARDIS arraste todo mundo para a timeline do Danny Pink, quando então era apenas um garoto crescendo em um orfanato. E aí, é claro, as coisas se complicam, e os loopings temporais começam a acontecer. O pequeno Rupert Pink está prestes a ter a vida transformada pelo Doutor e sua companion, sem que fosse ele mesmo um viajante do tempo (ou ao menos não ainda). Chuva de paradoxos temporais, aqui vamos nós.

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Enquanto isso, o Doutor entra no meio da noite no segundo orfanato mais mal protegido de todos os tempos (o primeiro é o de The Impossible Astronaut/The Day of the moon (S06E01/02)), encontra um zelador bizarro, consegue enganá-lo com papel psíquico às duas da manhã e ainda ROUBA O CAFÉ DELE. Quer dizer, esse é o tipo de Doutor que rouba café das pessoas. Empurrar o andróide da nave não é nada perto de roubar o café alheio. #prioridades

A Clara vai investigar o que há de errado com o Rupert e assume o papel de uma figura maternal, coisa que, no presente, vai ajudá-la a lidar melhor com o Danny adulto. (Ela vai fazer o mesmo com o Doutor, mas no caso do Danny  é meio esquisito, visto que esse é o tipo de relacionamento que deveria acabar na terapia, mas enfim). De todo jeito, é a contribuição de ambos que vai transformar Danny em quem é: um soldado – que diz ter salvado diversas pessoas, mas que também carrega o fardo de ter matado pelo menos um inocente, pelo o que pudemos depreender até aqui.

Primeiro pelo discurso do Doutor, que apresenta a sensacional ideia de que o medo é um super poder. Que te faz mais rápido, mais esperto e tão alerta que o menino poderia, inclusive, desacelerar o tempo. Depois pela Clara que, ao recrutar um exército de soldados de plástico para proteger o menino, coloca efetivamente a ideia do exército na cabeça dele. Eles vão embora e deixam a criança com um sonho confuso em que Rupert é Dan, the soldier man – valeu, Doutor.

Acho interessante que a série tenha levantado essa bola, porque as consquências da viagem no tempo não preocupavam muito o Moffat até então. E as consequências potencialmente desastrosas de viagens temporais são convenções importantes para tema. Durante a Guerra Fria, por exemplo, era muito comum abusar do efeito borboleta para gerar nazistas em viagens temporais. Você pisava em um inseto na Terra Paleozoica e quando voltava para o futuro, BAM, Hitler havia ganhado a guerra e a humanidade estava condenada. Claro, uma série como Doctor Who não permite regras muito rígidas. A história vai acabar sendo escrita, reescrita e, se tudo der errado, o Moffat vai dar um jeito de resetar o universo para começar de novo, como em The Pandorica Opens/The Big Bang (S05E12/13).

Mas, ao menos na esfera do particular, é bom ver que mexer com a linha do tempo alheia em geral vai dar merda. Sempre achei estranho, por exemplo, o fato de a Amy e o Rory terem lidado muito bem com o sequestro da filha. Ok, depois eles descobrem que cresceram com ela  e que ela vai virar o Terror do Terceiro Reich (Let’s kill Hitler S06E08). Ainda assim, os Pond perderam uma filha, não puderam criá-la, e a Amelia ficou estéril depois da estadia em Demon’s Run.  E lidam bem com isso. Ameaçam se separar no início da sétima temporada, mas continuam de boas com o Doutor. No entanto, essa questão do Danny Pink parece que vai ser importante, e potencialmente dolorosa para todo mundo. A acompanhar.

Clara então volta no tempo para tentar consertar as coisas com Danny. Mas, é claro, acaba piorando tudo quando solta que sabe que o nome dele é Rupert. E a cena ainda fica mais esquisita quando um astronauta invade o restaurante atrás da Clara – naquela única roupa de astronauta que os figurinistas da BBC tem. (Não é piada. A roupa é a mesma que o Tennant usava em suas excursões desde The Impossible Planet/The Satan’s Pit. (S02E08/09) Sim, porque o Doutor levou a roupa da base e deixou no cabideiro da TARDIS para usar em emergências. Mas o astronauta não é o Doutor, tampouco é um dos tripulantes da Sanctuary Base 6, mas o Coronel Orson Pink, de 100 anos no futuro da Clara, que por acaso estava usando um uniforme que pertence ao século 42. Podiam ter pelo menos mudado a insígnia, certo?

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Erros de continuidade à parte: o Doutor usou os resquícios da linha do tempo da Clara para localizá-lo, e o fez em um lugar insuspeitado – no fim do universo.

No fim de todas as coisas. “A TARDIS não deveria vir tão longe, mas algum idiota desligou os escudos de proteção”. Nada do lado de fora, apenas os três na pioneira nave de viagem do tempo do Coronel Pink. Silêncio. Nada de trilha sonora também – o que dá um efeito bastante desolador à cena. Mas sempre poderia ser pior, vamos pensar pelo lado positivo. Eles podiam ter ido parar com a última colônia humana em Utopia/The sound of drums (S03E11/12), e a gente já sabe que o final daquele povo não é nada bom.

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Preso há seis meses no fim do universo, o Coronel Pink não quer passar nem mais uma noite por lá, porque teme o que pode estar do lado de fora, à espreita. O Doutor tem certa de que é a criatura que está procurando, o que vai levá-lo a fazer a estupidez de abrir a escotilha da nave. Só a TARDIS conta com aquela proteção marota contra as adversidades.

Enquanto isso, Clara descobre o soldado Dan como memorabilia de família, para dar boa sorte a Orson. E dá um conselho a ele: “quando você voltar para casa, mantenha-se longe de viagens no tempo”. Um conselho que ela cada vez mais parece tentada a seguir. No entanto, ele diz que é de família, porque há histórias da tataravó dele viajando no tempo. Rola um acordo em que os dois meio que se reconhecem, mas não se fala mais nisso porque, convenhamos, é muito climão para pouco episódio.

Com o Doutor desacordado, o jeito de escapar do fim do mundo (e da ameaça que existe ou não) é a Clara mais uma vez se conectar à matriz da TARDIS. No entanto, preocupada com o Doutor, eles acabam indo parar em um celeiro, onde o pequeno Doutor – seja lá como ele se chamava à época –  se refugiava à noite para chorar sozinho.

Listen é um episódio sobre medos compartilhados. A infância, o escuro, os barulhos da noite e os pesadelos. Os monstros debaixo da cama e dentro de armários. Essas coisas existem ou são fruto da nossa imaginação, que instintivamente cria perigos para nos deixar relaxar quando estamos mais frágeis?

Os melhores monstros tem muito menos a ver com efeitos especiais do que podemos supor. Às vezes basta a sugestão, um jogo de luzes, um vulto ou uma sombra: a imaginação preenche as lacunas com nossos próprios medos, de uma forma que nenhum profissional de maquiagem consegue fazer. É só pensarmos no tempo real de tela de alguns monstros clássicos do cinema, como o primeiro Alien ou o primeiro Tubarão.

Não, pera.

Não, pera.

 Ou, para ficar nos limites da série, cabe frisar que o Moffat adora brincar com medos básicos dos seres humanos. Silence in the library/Forest of the dead (S04E08/09) falam sobre o medo do escuro. embora ali saibamos que o Vashta Nerada existe e está permanentemente com fome. Em Blink (s03E09), apesar dos anjos, o medo de piscar e perder por um momento a visão pode ser decisivo. Mesmo na oitava temporada já tivemos uma amostra disso, quando foi preciso segurar a respiração para conter o avanço dos andróides.

O episódio também serve para humanizar a encarnação mais alienígena dos últimos tempos. O Doutor que, por menos preocupado que pareça, também tem medo do escuro e da solidão. E traumas de infância, como o fato de que, ao que parece, alguém queria alistá-lo no exército contra a sua vontade.

O que nos leva a algumas implicações interessantes.

  1. Quem são essas pessoas? Não parecem ser os pais do Doctor, porque eles se referem a uma casa com outros garotos. O Doutor também cresceu em um orfanato? Um colégio interno? A criação das crianças de Gallifrey é tribal?
  2. A voz masculina entende que, mesmo que ele não queira ir para o exército, jamais conseguirá entrar para a Academia. Jamais se tornará um Senhor do Tempo. E é então que ficamos sabendo que nem todos os gallifreyanos (gallifreyeenses?) são Senhores do Tempo. Esse é um título que precisa ser obtido. [EDIT: acabaram de me lembrar na caixa de comentários que essa não é a primeira vez que a questão aparece. Em The sound of drums (s03E12) vemos o pequeno mestre e o pequeno Doutor na Academia, estudando para virarem timelords. Eu havia apagado isso da cabeça, my bad.]

Quando descobrimos que é a Clara a origem do pesadelo do Doutor, mas também o encorajamento para que ele alcance a sua máxima potencialidade (através do discurso que ela ouviu da boca do próprio Doutor); mais uma vez o paradoxo temporal reina. E, no entanto, é muito bonito, porque agora sabemos que aquele celeiro da infância do Doutor vai ser o cenário escolhido pelo War Doctor para a detonação da bomba no especial de 50 anos. E que, embora a ideia do lema “nunca cruel ou covarde” esteja atado nas circunstâncias desse nó temporal que se formou, ele nasceu em um momento em que o próprio Doutor estava frágil e precisava ser consolado.  O juramento de proteger quem precise, mesmo com medo.

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Clara deixa o Soldado Dan com o Doutor, numa clara alusão àquilo que ele vai se tornar, ou seja: “um soldado tão corajoso que não precisa usar uma arma”. E que nunca estará sozinho, mesmo quando não estiver viajando com nenhum companion. “O medo é como um companheiro, um companheiro constante, está sempre lá. O medo acompanha todos nós”. O Doutor acata as ordens de Clara e vai embora sem a sua resposta. Nós, no entanto, aprendemos muito. Não disse que ter ou não ter monstro era o de menos?

E como se esse texto não estivesse grande o suficiente, seguem mais ideias aleatórias:

  • O tipo de piadinha que o Moffat faz – as observações cínicas e as punchlines – caem muito bem na pele do Capaldi. O timing de comédia dele é excelente, não canso de elogiar.
  • Aliás, a piada recorrente sobre as observações do Doutor a respeito da aparência da Clara quase me fazem pensar que nessa regeneração há um pouquinho de Strax, quiçá de Madame Vastra: todos os primatas são basicamente a mesma coisa.
  • Clara mais uma vez surpreendendo. A oitava temporada parece realmente querer se redimir pela escrita ruim da sétima a respeito da personagem. Tudo bem que ela está meio faz tudo: até motorista de TARDIS ela já virou, mas estou torcendo para que ela atinja o equilíbrio com o Doutor em breve, porque sinto que estão pesando a mão de propósito. E se for verdade o boato da saída da Jenna no episódio de Natal (já confirmaram?), pelo menos a Clara não vai sair tão mal na fita.
  • Nada de mortes, nada de Missy nessa semana também. E, se vocês querem saber minha humilde opinião, acho que isso tem menos a ver com o planejamento do arco principal e mais com o fato de que o Moffat sabia que estava escrevendo um episódio clássico, daqueles que vão acabar se sobressaindo e sendo assistidos isoladamente no futuro, como Blink.
  • Agora deixem eu falar um negócio com As leitorAs dessa crítica, rapidinho, e já já voltamos aos comentários gerais: a Clara tá de parabéns por ter aguentado tanta viagem no tempo com aquele salto agulha que ela estava usando. Se fosse eu a companion só viajaria de tênis, porque, né, não sou obrigada a destruir meus pés assim. Mas ó: subiu escada de celeiro, entrou debaixo da cama, ficou de babá do Doutor, foi até o fim do Universo e não precisou de band-aid.
  • Uma coisa sobre a qual não consigo deixar de pensar: o fato de que o Doutor ainda não tem uma música tema. Murray Gold compôs temas distintos para o Nono, o Décimo e Décimo Primeiro, mas até agora nada de tema para o décimo segundo. Talvez porque ele ainda não saiba quem é, ou não tenha cristalizado sua personalidade. Mas, é claro, isso agita em mim a vontade de elaborar teorias da conspiração.
  • E uma coisa sobre essa história da comédia romântica com a Clara e o Danny Pink: eu confio desconfiando. Por enquanto tudo indica que, olha que lindo, vai rolar até descendência. Mas, vamos lá, toda vez que alguém começa a ficar feliz nessa série tragédias acontecem. (Outro casal que eu acho que não vai terminar bem: Madame Vastra e Jenny). E, pensando na série moderna, quantos companions tiveram finais REALMENTE felizes? Rose terminou com a família e um clone no universo alternativo. Saiu no lucro, mas foi sofrido. Martha largou o Doutor… e casou com o Mickey. O Mickey, por outro lado, se deu bem. A Donna teve a memória apagada, Capitão Jack vai virar um cabeção em um pote de conserva, Amy e Rory terminaram juntos, mas no passado, e depois de terem perdido a filha para os psicopatas do espaço. E a River… viajar com o Doutor é fantástico, sim, mas traz consequências terríveis para os humanos envolvidos.
  • Em favor da história fechada, a série sacrifica a cronologia, o que é mais ou menos comum para os padrões de Doctor Who, mas nesse caso foi chutação de balde. Se existe uma trava temporal impedindo o acesso a Gallifrey, como a TARDIS chegou lá? Em The day of the Doctor a cena dos Doutores em Gallifrey pode ser atribuída ao Bad Wolf, mas não aqui. Aqui é só porque sim, e vamos lidar com isso. Talvez isso seja explicado e eu morda minha língua, mas…
  • Por fim, para a galera que levantou a bola sobre o Doutor não ter recuperado a chave de fenda sônica no último episódio: nesse ele aparece com uma réplica. Os doutores vivem quebrando ou perdendo suas chaves de fenda. Problema resolvido. 🙂

E é isso aí, pessoal. A caixa de comentários taí para vocês contarem para a gente o que acharam de Listen. Semana que vem teremos uma resenha de 1 Senhor do Tempo,1 Humana, Vários aliens e um segredo. Até mais.

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33 pensamentos sobre “Spoilers, Sweetie! S08E04 – Listen

  1. Apenas um palpite: aquilo sob a colcha da cama do pequeno Rupert não era o monstro dos pesadelos, mas também NÃO era um colega da escola.
    No momento aposto em um Sontaran. Talvez o próprio Strax? Nha… um Sontaran.

    Os motivos estão no próprio episódio e creio que o assunto não parou por aí. Talvez surjam mais pistas nos próximos capítulos.

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  2. Uma coisa foda é rola um certo inception na parada : a Clara da uma idéia aos dois e acabam meio que recebendo via inconsciente , tanto que um vira Danny e o Doctor , que possuia muito medo de ser um timelord , por talvez ter que matar e coisas assim , recebe o incentivo de que o medo é aliado , e que não precisa ser um soldado que mate , e isso acaba muito no inconsciente dele , meio que despertando mais ativamente na versão War Doctor , e parece que esse 12º ainda ta vivendo os resquicio da guerra no tempo e também da ultima que ficou 600 ANOS lutando ! alias faz sentido até com a questão do porque o rosto , esse é mais envelhecido algo que remete mais ao War Doctor ! então com certeza será nessa temporada que lembrara que Galifrey não foi destruida , e achara o lugar como herói que de fato até agora não havia encontrado .

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  3. Molto Bene, Allons-y!
    Muita correria me obrigou a rever o episódio e ler a resenha 2 vezes; e QUE resenha, hein? Falou tudo e falou bonito, palavras incríveis para um ótimo episódio.

    Vamos para o assunto do momento: Gallifrey. Sim, foi uma surpresa o que aconteceu no final e me fez pensar se o celeiro realmente ficava em Gallifrey ou se era uma de suas luas, ou um dos planetas de Medusa Cascade. Respondendo a muitos aqui, o Doutor não voltaria ao passado de seu povo nem em seus piores delírios. Ele sabe o que acontece se mudar um ponto fixo e sabe o que aconteceria se os Time Lords ainda habitassem esse universo. A única forma de mudar as coisas pra bem é voltando muito atrás e cometendo genocídio as criações de Davros. eles jamais voltariam por pura nostalgia. Você conseguiria voltar no tempo e olhar nos olhos das crianças que você matou? Rever as maravilhas do planeta e perceber que é o homem que exterminou cada membro daquela família feliz que faz um piquenique debaixo das árvores de folhas prateadas?
    Em minhas teorias, o Momento nada mais é do que uma parte do Vortex Temporal, que ramifica sua consciência para as TARDISes. Tudo era possível quando os Time Lords reinavam soberanos com suas Leis do Tempo. Sem as restrições deles, porque haveriam de ter limitações?
    No episódio anterior, Robin Hood fala que o Doutor era de uma família rica, que desistiu de tudo para ajudar aos menos afortunados. Acredito que os pais do Doutor o pôs em um internato por ele não seguir os passos do irmão mais velho (just guessing here :P), ou algo do gênero.
    Agora deixe dizer: QUE EPISÓDIO MALUCO! Me lembrou muito Midnight, mas lá tínhamos o ator de Merlin e a Donna(ish). Que marcou o episódio pra mim. Aqui em ‘Listen’ temos Pinks até dizer chega e, como dizem por aí: Clara é o Show. Ela literalmente é Doctor Who. A personagem foi criada para homenagiar o seriado e a Doutor. Ela está tão conectada com a linha do tempo dele que é nem consigo explicar em palavras.
    Caramba, que comentário enorme; mas tá acabando. Toda vez que vejo personagens correndo de salto nos seriados, ou lutando ou fugindo, eu penso: Mulher BadAss. Deve ser horrivel. Espero que Danny e Clara dêem certo até que ela morra. Porque acho que ela morrerá antes dele. Quando Jenny pensou ter sido assassinada no finale da Sétima temporada, eu chorei e amaldiçoei Moffat. Pensar que elas não acabem em final feliz parte meu coração.
    Agora vamos parar que se não isso fica longo demais pra se ler. Episódio 9/10 e muitas revelações em Time Heist!

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  4. Ahh…já ia me esquecendo, excelente texto Gabriela. 🙂
    Uma das coisas que mais gostei do episódio – além do discurso do Capaldão sobre o medo – foi a cena final da Clara com o pequeno Doutor. Será uma pena se Jenna Coleman realmente sair da série no fim da temporada, eu tenho gostado bastante de como essa ligação entre a Clara e o Doutor tem se desenvolvido.

    Ps: Danny Pinky ainda não convenceu.

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  5. Excelente crítica!

    Ótima lembrança de Arquivo X, mas não teve como para mim, quando acabou este episódio. eu com um sorriso no rosto a la nono doutor pensei: olha ai, este é o Blink da era Capaldi.

    Sou tranquila com esta série, não fico correndo pra ver videos promocionais e spoilers, então fui muito legal o impacto do episódio do começo ao fim. Não gosto muito de ficar pensando nas questões de paradoxo, porque isto me remete a Física e confesso que se eu tivesse a máquina do tempo, voltava pros idos tempos de colégio e riscava isto da minha grade escolar.

    É um episódio de sensações, não me pegou o lado do terror em si, e sim a questão da fragilidade daqueles dois meninos, depois homens-soldados tendo que viver com as escolhas e consequencias de seus atos. E tudo isto graças a uma mesma mulher! Não é demais?

    Será que perderemos Jenna? Agora que a moça engrenou, porque ano passado não deu, o roteiro não ajudou, e o fato de ter entrado depois dos Ponds (eu gosto dos Ponds e o 11th é o meu preferido, empatado com o 9th, vamos ver se o Capaldi rouba este pódio) imagino eu foi mais difícil também, porque eles eram muito queridos.

    Fico intrigada com os rumos que tomarão daqui pra frente, quero muito ver o Danny Pink na Tardis, Gallifrey.

    Espero que nada de mal aconteça a Vastra e Jenny. Acho que ali tem um grande pontencial para spin-off, claro o Strax junto, já pensou? Olha eu sonhando alto.

    Não poderia encerrar de outra forma, Vida Longa e Próspera, muito sucesso e continue com as críticas maravilhosas.

    Vou sapecando com a minha Tardis nos posts do final pro começo, do meio para o final e deixando os meus posts sem ordem cronológica, mas com muita alegria e carinho pela equipe.

    abraços

    Telma

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  6. Invejo MUITO a capacidade de pensar, lembrar e pôr no papel TUDO que tem de importante a ser dito. Eu teria esquecido (assim como já tinha esquecido) metade de tudo isso aí.

    Só queria levantar uma parada que ainda me incomoda (pq, de pontos positivos, tamo junto): Clara.
    Ela tá destruindo. A Jenna é muito boa. E, em geral, os roteiros dão coisas interessantes pra ela fazer, principalmente aqui. Então, “script-wise” eu tô gostando.
    Meu problema é que, pra mim, ela ainda é uma pessoa meio que flutuando, reagindo (sensacionalmente, OK) ao que acontece com ela. Não vejo um arco. Não vejo pra onde ela pode ir. Não tem sonho, objetivo, conflito, drama, intenção. Tem, sim, personalidade. Mas falta um ponto final a se chegar.

    É só comigo?
    Ela é tão boa… acho isso uma pena.

    (also: o Doutor do Capaldi tá sensacional até agora; a ponto de quase salvar o episódio do Robin Hood)

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      • Mas aí meio que continua a Clara tendo um arco em função de outro personagem. Antes ela tinha que descobrir a função dela PRO DOUTOR, agora é o parentesco dela com o Danny e o Orson. E ela?

        (aliás: A Clara agora tá meio Sailor Moon, né? Ela já meio que sabe que tem um filho no futuro, então, tipo, não tem jeito, né? Vai ter que casar com o Tuxedo Pink aí, hahaha)

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  7. Crítica tão boa quanto o episódio!

    Olha, particularmente, eu não acho que esse episódio vai servir para ser visto isoladamente como foi Blink e até os outros dele na época do Davies, porque ele lida mais com a persona do Doctor em si, tanto é que depois que chegamos naquele final, parece que o que aconteceu antes nem importa rs, ou seja, quanto mais bagagem da série você tiver, mais interessante e importante o episódio será pra você, ele não tem o artifício da ação, ou de personagens secundários foda, ou ainda um roteiro de explodir miolos.

    No finalzinho a Clara diz pro Doctor criança que não importa o que tem embaixo da cama, mas pra mim importa sim, porque pra ele é claro que tudo não passa de paranoia implantada pela própria Clara (Valeu, Clara!), mas e para todos os outros que tiveram o sonho? E aquilo na cama do Rupert Pink? Aquilo foi visto pelos 3, não é possível que todos estavam tendo a mesma alucinação, vale lembrar que o bicho foi embora e levou a colcha de cama do pequeno Rupert, affs eu quero saber! kkk…talvez haja uma razão para todo mundo ter esse sonho, assim como 10º explica que há uma razão para as pessoas, inconscientemente, terem medo do escuro em “Silence in the library”, tem gente dizendo que pode ser o tal bicho desconhecido do episódio “Midnight”, enfim, eu só acho que tem que ser alguma coisa.

    Fiquei muito bolada com esse negócio da Tardis aterrissar em Gallifrey, já que ela está perdida em um universo não localizável e ainda sob um lacre temporal, é fato que o Moffat tá tentando trazer Gallifrey de volta, ótimo, mas também não pode ignorar tudo o que foi feito antes, aguardo a explicação.

    Ah e achei o maior papo furado quando a Clara diz pro Doctor partir sem ver onde estão, porque ele pode muito bem checar na Tardis qual foi a última viagem dela e saber onde estavam, ela pode até não acusar que era Gallifrey, mas pelo menos as coordenadas estarão lá (estou supondo com muita confiança que a Tardis pode fazer isso, já que, assim como a sonic screwdriver, ela é um objeto pra lá de mágico).

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  8. Linda review, bem detalhada e cheia de ótimas analogias. Assim como o episódio. Acho que pra uma pessoa aproveitar completamente o episódio é preciso ela se “desligar” da linha temporal da série e encara esse episódio como um história solta (e que história). Já vai entrar naquela lista de episódios clássicos que você indica pra uma pessoa começar a assistir Doctor Who.

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  9. Muito boa a resenha. Só vou comentar algo que fiquei imaginando.

    Mesmo tendo explicações sobre Gallifrey no universo expandido, nunca sabemos o que vai ser cânone ou não.

    Lembrando da série clássica, na era do Quarto Doutor descobrimos que ele acabou a Academia com notas baixas, até encontra o Barusa, o seu mentor na academia; o Segundo, antes de regenerar forçadamente, acusa Gallifrey de poder mudar tragédias e salvar vidas mas prefere ficar indiferente, perdendo a compaixão; o Sexto tem um discurso parecido, o Quarto, e outros, são obrigados a fazer trabalhos para os Time Lords que geram paradoxos temporais, mas como o Alto Conselho tem interesses, mandam mudar o passado, como quando mandaram o Quarto fazer genocídio dos Daleks; eles tem a Martrix (conceito que surge em Doctor Who) que é um supercomputador que através de uma rede telepática absorve todas as memórias e vivências dos Times Lords e pode criar realidades virtuais para prever ações, crimes, futuros de raças, e até mesmo fazer Time Lords terem, visões; e lembremos que o Primeiro é um renegado de Gallifrey, sabe-se lá o porquê, mas ninguém rouba um veículo e foge com a neta sem fortes motivos.

    Dito isso, esse episódio dá a entender que o Time Lord é criado longe da família, passando pelo exército para, talvez, aprender a obedecer ordens e ficar indiferente ao sofrimento alheio nas viagens do tempo. Talvez, o Doutor desde pequeno é contra tudo isso, não querendo ir ao exército, tendo notas baixas por isso na Academia, chegando a fugir de Gallifrey. Lembrei da temática da pensadora Hannah Arendt e seu conceito de Banalidade do Mal. Achei lindo imaginar que o Doutor pode, logo cedo, ter colocado-se contra tudo isso, dando um peso maior a sua identidade enquanto personagem. Daí, talvez, sua dúvida sobre sua natureza, pois mesmo sendo contra a indiferença, acaba tendo que fazer o mal as vezes, mas não um mal banal como os demais Time Lords, é só lembrar de todos apoiando Rasilon na destruição do tempo…

    Pode ser viagem minha, como sou da área de filosofia, rsrsrs. Mas adorei esse episódio.

    Tudo de bom!

    Tiago

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  10. O que me chamou atenção foi os cortes do episódio. Parece que o Moffat quis deixar de propósito lacunas, para serem preenchidas mais tarde e nos explicar.

    E Que eu lembre, os Gallifreyanos são criados em grandes estruturas familiares. A galera mora toda junto. Mas até ai, isso só foi tratado no universo expandido, então pode muito bem ser descartado.
    E Timelord é uma classe/profissão. Tanto que dentro das academias, o Doutor estudou na Prydoniana. Que historicamente era considerada uma “Sonserina”.
    Na verdade a cor que eles usam para os nativos de Gallyfrey, aquele escarlate com dourado, era na série clássica, a cor dos Prydonianos. A Série nova que estendeu pra todo mundo.

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  11. Oi, só uma pequena correção no texto: Em The Day of the Doctor aquela Rose não era a Bad Wolf. Aquela era a interface do Momentum (A arma que desenvolveu personalidade e ética para não matar).
    A respeito do Valleyard, eu adoraria descobrir que o tal é na verdade o Doutor clone que ficou no universo alternativo: uma versão que “foi criada na guerra e na violência”, palavras do décimo, e que por algum evento trágico perdeu a Rose e todos por causa de sua condição humana e comum. Imagino que naquele universo os Daleks não tiveram um Doutor para os impedir e a Guerra do Tempo terminou com a derrota de Gallifrey e a subjugação de todos. A versão da TARDIS que nunca foi roubada naquele universo pelo nosso Doutor descobriu essa versão do décimo e o resgatou após a morte da Rose. Essa versão se regenerou outras vezes ate que chegando a sua própria 12ª vida, conseguiu romper o vazio entre os universos alternativos e voltou pra se vingar do nosso Doutor que nunca voltou para verificar como estava a Rose e o clone. (Assim começando a lenda que conhecemos desde o sexto doutor).

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    • Talvez não tenha ficado claro, mas eu sei que a Bad Wolf é apenas a interface do Momentum, e não um avatar da Rose. Foi só meu jeitinho carinhoso de me referir a ela.. 😉

      Em relação ao Valeyard: eu adorei a sua teoria, e é o tipo de coisa que daria um belíssimo livro da franquia, mas duvido que o Moffat vá perder o mote, por um episódio que seja. Ainda acho que vai dar uma treta braba entre essa encarnação e a próxima.

      Fã é um bicho tão criativo que muitas vezes supera os roteiristas originais.

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  12. Interessante você ter se lembrado do 12th até o momento não ter ganhado uma música tema como os outros. Mas considerando que na série moderna apenas o 11th iniciou suas aventuras com uma música tema (ela já está presente em “Eleventh Hour”), acredito que a versão do Capaldão ainda está por vir. 😀

    Alias, falando em música…a prévia de “Time Heist” que veio com “Listen” é embalada com uma trilha sonora pertencente a era Matt Smith. hehehe

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  13. Ótima resenha , mas vamos la , se eu me lembro bem os Time Lords são tipo uma Castra de Galifrey , ou seja nem todos os moradores de Galifrey pode viajar no tempo e espaço , e o Decimo já explicou que eles são treinadas desde crianças a se tornarem Time Lords. Ou seja e bem possível que a Clara encontro o pequeno Doctor no inicio do treino…

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  14. Ótima resenha. Quanto ao “Timelord” ser um título, isso também não foi abordado em um dos especiais do Décimo ? Em “The end of time”, o Doutor não explica que ele e o Mestre estudaram juntos para se tornarem Timelords ?

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  15. Pensei a mesma coisa a respeito da trava mas ai eu parei e tentei lembrar se, em algum momento do especial, é dito que aquele celeiro é em Gallifrey. Preciso rever o episódio pra ter certeza, mas acho que se o Doctor estava preste a mandar a porra toda pelo ares, faz sentido que aquele celeiro fiquei em algum lugar próximo mas não em Gallifrey. Ok que o Décimo e o Décimo Primeiro falam que eles não podiam estar lá e tal, mas e se eles estivessem se referindo ao tempo e não ao lugar?

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  16. Toda vez que o Doutor falava que era o predador perfeito, uma sombra, eu sempre pensava no Valeyard, muito por causa de uma conversa do 6º Doctor com o Master ““O Valeyard é a amalgama dos lados sombrios da sua natureza, em algum lugar entre 12ª e a última encarnação. E se me permite, você não melhorou com a idade.” e tenho esperanças que isso que ele tenha visto quando abriu a porta da Tardis, um reflexo sombrio de si mesmo. E como o proprio Valeyard já foi citado no final da 7º temp pela inteligencia suprema “E ele terá outros nomes antes do fim. A Tempestade. A besta. O Valeyard.” tenho esperanças que seja isso.

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  17. Só uma coisa,não é gallifrey que está bloqueada,é a TIME WAR que está bloqueada,lembra que 10 doctor falou “esse EVENTOS deveriam está bloqueado” tirando isso belo texto.

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    • Oi, Caio.

      Seu ponto é bom, mas agora eu vou ter que pensar sobre isso. E tenho pelo menos um argumento e um contraponto.

      Argumento: se é apenas a guerra que está bloqueada, por que não temos histórias da série moderna ambientadas na Gallifrey pré guerra? O Doutor poderia 1) voltar a acontecimentos anteriores para tentar mudar o destino de Gallifrey. Ou 2) Mesmo que a guerra fosse um ponto fixo no tempo, o Doutor poderia voltar, sei lá, para tomar um sorvete na lanchonete favorita, para brincar com o pequeno Mestre antes dele começar a ouvir tambores…

      Contraponto: Mas daí eu me lembrei de The Name of the Doctor e das milhares de Claras espalhadas pela linha do tempo do Doutor. Pelo menos uma teria ultrapassado a hipotética barreira de Gallifrey para avisar que o Doutor deveria roubar uma TARDIS e não outra. Mas aí, nesse caso, vale? Porque a Clara Gallifreyanna (?) teria nascido lá.

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      • Esse contraponto eh válido porque pela extrapolação da linha do tempo da Clara a TARDIS poderia achar uma conexão com a Clara (nascida?) de Gallifrey eeeee Allons-y… Mas se o Doctor ta querendo voltar pra casa desde o niver de 50 anos de DW e souber q da pra fazer assim acho q as coisas complicam

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      • Eu acho que toda Gallifrey estava bloqueada junto com a Time War até o especial de 50 anos, mas depois apenas a Time War continuou bloqueada, com o restante de Galllifrey perdido no universo compacto, “congelado”, inclusive o passado.

        Como hoje em dia a Gallifrey está perdida no universo compacto, acho que o Doutor não poderia acessar nem o passado dela, pois não saberia pra onde deve ir. Nesse episódio, a Tardis acabou por acidente aparecendo na Gallifrey “perdida”.

        Não tinha pensado sobre essa Clara Gallifreyanna. Acho que é possível a existência dela apenas porque ela viajou pela linha da vida do Doutor, que estava em Gallifrey. É como se a linha da vida do Doutor fosse uma exceção à regra da barreira, pois ele estava lá e não foi bloqueado que nem o resto do planeta.

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