Spoilers, Sweetie! S08E02 – Into the Dalek

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“É uma ótima ideia para um filme, e uma péssima ideia para um proctologista.” Querida, encolhi o Doutor! E a Clara. E um punhado de soldados sem noção. E o Rick Moranis… não, pera.

Se vocês me perguntarem se eu gostei do episódio vou ter de responder: depende. Como aventura acho que funciona mal. O ritmo não é lá essas coisas e os personagens secundários são esquecíveis e unidimensionais, a ponto de os destinos deles sequer importarem muito. Mas como investigação da personalidade do Doutor e tentativa de revitalização da imagem do Dalek, bem, aí sim, o episódio acerta em cheio.

Into the Dalek foi escrito por Phil Ford em parceria com o Moffat. Phil Ford já foi roteirista da série, também em parceria com o Russell T. Davies em um episódio que, como esse, mescla dilemas morais com um cenário sci-fi: Waters of Mars (S04E16). Waters of Mars é talvez um dos momentos mais terríveis do arco trágico do décimo Doutor, a prova definitiva de que, se aquela encarnação não terminar vai acabar partindo o universo em dois, porque se acha deus e pensa que pode dispor da vida das pessoas e modificar pontos fixos no espaço-tempo.

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Waters of Mars tem seu plot sci-fi bem desenvolvido. Os tripulantes da nave tem uma backstory interessante, e quem morre e quem vive tem peso verdadeiro não apenas para o episódio mas para a trajetória do Doutor. Já em Into the Dalek a TARDIS se mete no meio de uma guerra contra Daleks e humanos em algum ponto do futuro, sem que saibamos direito do que se trata. Quer dizer, estou supondo que são humanos porque se parecem com humanos- não que o nome da nave queira dizer alguma coisa, visto que a cultura da Terra é um troço estranhamente popular no universo, como atesta a SS Marie Antoinette do episódio anterior.

No momento em que a nave da soldado Journey Blue está prestes a ser destruída pela frota Dalek a TARDIS a salva, deixando o corpo de seu irmão, já morto, para trás. A soldado exige então que o Doutor a leve de volta para a principal nave da resistência, Aristóteles. Armas e ameaças não impressionam o décimo segundo Doutor – que daria um excelente Tira no Jardim da Infância, com sua “psicologia brucutu” – e ela é obrigada a pedir “por favor”, como qualquer pessoa educada faria. Na nave, o Doutor é necessário porque há um paciente que precisa ser curado: um Dalek tão avariado que desenvolveu uma moralidade como falha de sistema. Um bom Dalek é um Dalek mau e um mau Dalek é um Dalek bom. E esse está em péssimo estado, ao menos para os padrões Daleks: aprendeu a ver beleza no universo e, ao presenciar o nascimento de uma estrela, entendeu que a vida sempre persiste e se renova, a despeito de todas as tentativas de exterminá-la.

A ideia de um Dalek destituído da essência de um Dalek – ou seja, uma máquina perfeita de odiar e matar – é o espelho para esse Doutor que não sabe ainda que tipo de pessoa é. O mergulho na consciência do grande inimigo do Doutor (ou em como a falta de consciência é gerada, através de memórias reprimidas) ecoa a pergunta que o Doutor faz à Clara, e que foi anunciada em diversos teasers como uma espécie de mote para essa temporada: será ele um bom homem?

A roteiro brinca com as implicações do tópos da miniaturização da matéria, entrando literalmente na cabeça do Dalek. Há o perigo representado pelos anticorpos, escaladas, mergulho no pegajoso estômago Dalek, gente escalando, morrendo e tomando choques. E é a oportunidade de se ver cristalizando como o décimo segundo Doutor se comporta durante a ação. Podemos chamá-lo no mínimo de pragmático quando ele dá a pílula rastreadora ao soldado que está prestes a ser desintegrado pelos anticorpos. Não há ali nenhum vestígio do Doutor que diz a um dos exploradores “Eu sinto muito, eu sinto muito mesmo, mas você tem duas sombras” em Silence in the Library (S04E08). O soldado, assim como o explorador, já estava morto, mas aqui não há tempo para lamentações é preciso salvar os vivos. Tampouco há semelhança com o Doutor que argumenta contra o sacrifício de um inocente, como a da mulher-árvore em The end of the World. (S01E02)

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É importante notar que Into the Dalek é um episódio irmão de Dalek (S01E06). Em ambos temos um Doutor rancoroso que encontra seu maior inimigo em uma situação de fragilidade. Em ambos há uma aproximação entre os inimigos: “Somos iguais”, diz o Dalek a certo ponto para o Doutor, porque são os únicos sobreviventes da Guerra do Tempo. Mas também porque o ódio entre as raças é parecido, e porque, ao final, tendo o Dalek absorvido DNA da Rose, o Doutor é o único que está continua com a arma na mão, disposto a exterminar o inimigo. Em Into the Dalek há uma dinâmica semelhante: há uma piada – que se perde na tradução e que contém um fundo de verdade imenso – em que a Clara é apresentada não como a companion do Doutor, mas como a “carer” dele. Ela se importa, para que ele não tenha que se importar.

É dela o papel de consciência do Doutor, assim como em The day of the Doctor, impedindo a destruição de Gallifrey. Claro que aqui em vez de uma cena fofinha tivemos o Doutor levando uma bifa (razoavelmente merecida) na cara, uma vez que ele parecia quase feliz e bastante aliviado em constatar que não pode haver um Dalek bom, que era apenas a radiação agindo nos circuitos. Porque a implicação de que possa haver um rastro de bondade nos Daleks suavizaria o ódio cego cultivado ao longo dos séculos.

No fim, quando há uma espécie de fusão entre as mentes do Doutor e do Dalek o último pode ver e recordar a beleza do universo sim, mas também pode sentir todo o ódio do Doutor direcionado à sua raça. O Dalek então incorpora o ódio contra o próprio povo, mata os Daleks que invadiram a Aristóteles e diz para a nave Dalek recuar. O Doutor é então é chamado de “um bom Dalek”. E precisa engolir, porque há uma verdade ali. Clara, mais uma vez, é peça-chave para colocar o Doutor em contato com a sua humanidade. Ela diz que não sabe se ele é um bom homem, mas que o ponto todo da coisa é tentar ser um.

Esqueci de algo?

Sim, é claro. A participação especial da Missy, recebendo mais uma “alminha” no “paraíso”. Não avançamos muito nesse plot, apenas vemos o interior da casa que comporta o jardim do primeiro episódio, e uma mesa com o chá posto. E sabemos agora que a treta não era apenas com o androide que buscava o paraíso, mas, aparentemente, com todas as baixas da viagem do Doutor, ou quase todas. Não sabemos se a Missy recebeu o passoal que morreu na Aristóteles, ou o rapaz que foi incinerado pelos anticorpos. No entanto, ela aparece quando a soldado número 2 resolve se sacrificar para que Clara e Journey Blue consigam chegar ao cérebro do Dalek. Será que a Missy está ligada à ideia de sacrifício? E, se for assim, o androide então se matou em vez de ser morto? Talvez possamos estabelecer um padrão com o tempo, para tentar entendê-la. Precisamos de mais cenas.

Mais alguma coisa que deixei passar?

Yep. O arco Comédia Romântica que vai se desenvolver entre a Clara e o Danny Pink. Por enquanto a coisa não é muito digna de nota. Quer dizer, o cara é realmente bonitão, e uma excelente isca como interesse romântico. E antes que acusem a série de colocarem um galãzinho para despertar o interesse feminino, vou só deixar aqui uma foto da Leela como representante de uma longa tradição de companions gostosas.

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O fato do Doutor ter negado carona à Journey Blue porque é militar vai acabar repercutindo na figura do Mr. Pink. (Aliás, tá de parabéns pela hipocrisia, Doutor. Não é como se ele mesmo já não tivesse sido um guerreiro, dizimado raças e escolhido o caminho da violência tantas e tantas vezes.) Já sabemos que ele também é um soldado e que já matou pelo menos um inocente – em uma cena de choro meio desnecessária, faltou sutileza ali, mas vá, vamos relevar. No entanto, acredito que vai haver implicações interessantes no futuro. Moffat já deixou claro em entrevistas que Danny Pink não será um companion à moda Rory Pond, mas que fará parte da vida dupla da Clara. A conferir.

Semana que vem, pelo preview, parece que o episódio vai ser mais leve e bobo, no sentido de oferecer alívio cômico. A não ser que Sherwood vire Westeros, o que, nessa temporada e com esse Doutor não seria nada impossível. Agora é com vocês. Bora discutir Into the Dalek na caixa de comentários. 🙂

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34 pensamentos sobre “Spoilers, Sweetie! S08E02 – Into the Dalek

  1. Muito legal a resenha.

    Não tinha pensado a relação desse episódio com o Dalek. Outra ligação é com o “Genesis of the Daleks” também.

    Só queria comentar que acho que o nome da nave ser Aristóteles e ter essa questão do Doutor procurando saber quem ele é, pois a ética de Aristóteles propõe que toda nossas ações tem relação com alguma paixão. Por exemplo, a nossa ação de comer tem relação com a paixão fome. Em excesso, a fome vira gula e é prejudicial; não comer nada, como em um jejum, também é prejudicial. Aristóteles propõe que o ideal é buscarmos a sophrosine, ou seja, a justa-medida, a prudência… Entretanto, esta equilíbrio é relativo ao indivíduo e a situação específica, de maneira que a sophrosine é alcançado aproximando-se mais de um dos extremos.

    Eu acho que essa referência explica a ação do Doutor, e uma resposta a sua pergunta. Para ser ético, algumas ações aproximam-se do bem e outras do mal, de maneira, que ter errado ou feito coisas ruins não o torna mal. É a capacidade de ter ambos os aspectos, como a Clara diz ao final, que o permite buscar ser uma boa pessoa.

    Pode ser muita viagem minha também…

    Não tinha lido a resenha, pois só entrava no site para escutar o podcast.

    Tudo de bom!

    Tiago

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  2. Ah outro coisa nesse episodio o Doctor fala sobre o dia em que presenciou o nascimento dos Daleks, fato esse que aconteceu em Genesis off the Daleks arco esse da serie antiga…

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  3. novas teorias , qual e a ligação entre o Dany Pink e a Journey Blue ???
    O legal do episodio foi mostra que a Clara tem uma vida alem do Doctor, não que nem a da Rose que só vivia para o Doctor…

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  4. Ele não ter convidado a Journey Blue me pareceu que ele próprio, logo após o Dalek ter visto tanto ódio dentro dele, ele não gostaria de ter alguém que lembra-se seu passado na guerra. O 10° também tinha uma certa aversão a militares. O episódio realmente queria mostrar mais de quem é o novo Doutor,e deixar claro que ele também não sabe.

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  5. Ótima crítica!
    Sabe, o que mais me causou estranhamento nesse episódio foi esse comportamento do Doctor de estar meio traumatizado, com dilemas de personalidade, etc. Isso se reflete, principalmente, naquele ódio e certeza que ele tem que os Daleks são ruins, quando na verdade ele já viu Daleks “bons”. Eu acho que não há mais necessidade disso, fica repetitivo, esse Doctor, em teoria, deveria ser mais maduro que os demais, não pela idade do ator, e sim pela evolução do personagem mesmo, que vemos desde o Eccleston até o Matt Smith. Realmente há muitas referências ao “Dalek” da 1º temporada, mas este último é muito melhor e as atitudes do Doctor são completamente justificáveis.
    “Hipocrisia” deve ser o verdadeiro nome do Doctor rsrs…tem uma frase do 10º que eu considero o cúmulo da hipocrisia.
    Ah e esse Dany Pink foi uma decepção, porque há muito tempo eu via falar “Into the dalek e a introdução de Dany Pink” como se o cara fosse importante no episódio, eu estava esperando alguma coisa dele, mas ele foi um nada. Estou aguardando os próximos pra ver sua real importância.

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  6. Um dos melhores amigos do Doutor era o Brigadeiro, como pode ter preconceito com soldados?!

    Eu ando achando muito estranha algumas atitudes destoantes dos personagens nesse início de temporada. Até agora não me desceu aquele lamento da Clara em Deep Breath pelo 12º não ser tão novo quanto o 11º. Ela viu TODOS os Doutores anteriores, pq então precisaria se acostumar e aceitar um Doutor mais velho?

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    • A Clara que acompanha o 12º não é a mesma que ajudou os outros Doutores como visto em The Name of Doctor. Quando ela entra na “timeline” do Doutor, ela gerando várias encarnações em diferentes pontos temporais da vida do Timelord.

      Mesmo ela estando sempre presente em cada estágio da vida dele, como cada encarnação é um ser independente, elas não possuem as memórias de suas antecessoras.

      Agora, que foi exagerado a choradeira dela em Deep Breath, isso eu concordo.

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      • As lembranças dos “ecos” da Clara se fundiram a ela em The Name of the Doctor. Ela lembrava de cada uma das encarnações, menos do Doutor da Guerra, pq era uma lembrança bloqueada pelo próprio Senhor do Tempo. Contudo, ela chegou a interagir com ele em The Day of the Doctor.

        Por isso eu afirmo, ela tem memórias de TODOS eles! Não há pq estranhar um Doutor com aparência mais madura nessa 8ª temporada.

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      • Então, eu fui rever o finalzinho do “The Name of the Doctor” e alguns trechos do “The Time of the Doctor”. E bem… em nenhum momento é apresentado série que a Clara detém as memórias de suas vidas passadas após sair do fluxo temporal do Doutor. Ou seja, já não tenho mais certeza de nada kkkkk.

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      • Cagando uma regra sobre a reação da Clara, se a gente pensar bem, a forma como a Clara reagiu a regeneração foi bem semelhante a maneira como alguns fãs reagiram a certas regenerações do personagem.

        Assim como a Clara, nós sabemos que Doutor já teve outras encarnações e que ele sempre assume uma nova quando está prestes a morrer. E mesmo sabendo que essas encarnações se tratam da mesma pessoa, todos nós temos a nossa versão favorita do Doutor (a Clara por exemplo, era o 11th) que, ao se regenerar, nos trouxe a sensação de perda.

        Enfim, eu achei a reação dela exagerada sim. Mas se a gente encarar por esse lado, até que tem algum sentido. hehehe

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      • Ela diz que viu todos, mas não reconhece o Doutor da Guerra. Ela sabe como é o rosto de cada um dos 10 Doutores antes do Smith, excetuando o Hurt. É evidente que ela detém as memórias de todas as Claras que “salvaram” o Doutor.

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      • Minha teoria ainda é que a Clara tinha o conhecimento sobre regeneração, mas não a experiência. Eu sei que, em algum ponto, perderei minha mãezinha, mas nunca passei por isso. Não sei até que ponto ficarei abalada.
        Assim, perdoo a reação da Clara. Que, cá entre nós, tem mesmo cara de ser metalinguagem à reação de alguns fãs

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  7. Antes eu achava que “Heaven” era o planeta de “The Girl who waited” (acho que é esse o nome do episódio), mas agora eu acho que na verdade ele é uma variação do sistema da Biblioteca. Por isso acho que Missy vai ser alguém que no futuro o 12th Doutor vai conhecer e usar como base pra cuidar das mentes que ele de alguma forma vai voltar pra coletar.
    O que me leva a crer que o 12th possa ainda encontrar a River e entregar pra ela a chave-de-fenda modificada.

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    • Cara, eu também acho que e uma variação do sistema do Planeta Biblioteca mesmo. Ela deve ta salvando as almas para formar algum tipo de exercito para ajudar o Doutor futuramente. lembrando que em algumas fotos de bastidores da season finale, a Missy e vista caminhando com o Doutor pelas ruas de Londres.

      Olha, eu acho que a Sonic screwdriver foi dada para a River em algum minisode da serie pelo 11° Doutor, posso ta falando uma merda gigantesca, mas acho que e isso mesmo.

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  8. Uau, excelente resenha. Só queria deixar meu ponto referente a “O fato do Doutor ter negado carona à Journey Blue porque é militar”. Eu vejo essa cena como o Doctor negando alguém que faria tudo que ele mandasse sem questionar, diferente de, como você mesmo colocou, ter uma “carer” e ser a consciência dele. Não vi como hipocrisia quanto a partir pra porradaria ou não, mas sim em não deixar ele se exceder, como ele teria feito se a Clara não tivesse lá pra ser uma espécie de mentora! Abraços!

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  9. Achei um bom episódio, divertido e a clara na minha opinião funciona muito melhor com o Capaldi que com o Smith. Agora senti falta daquela TARDIS moleque, de várzea, que quando levava o companion pra casa “5 minutos” depois que saíram, levava na verdade 5 dias ou meses haha.

    Curtido por 1 pessoa

  10. Ainda não consegui formar uma opinião completa sobre esse episódio. Acho o Danny Pink um personagem bem raso, pelo menos do jeito que ele foi apresentado. Mas o episódio cresce quando começa a explorar a psiquê do Doutor. Mas mesmo assim, e talvez até porque esse vá ser o mote principal da temporada, acho que o Moffat deveria dar espaço para algum escritor que saiba trabalhar melhor a profundidade e escuridão interna que o Capaldi tem capacidade de representar, porque por enquanto tá bem pouco desenhado esse Doutor…..

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  11. Em relação a introdução ao Danny Pink, sinceramente foi a única coisa que me incomodou realmente no episódio. O personagem dele acabou soando como artifício de roteiro para retificar aquele discurso do Doutor para a Clara no fim do primeiro episódio.

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  12. Crítica perfeita, Gabriela. 😀
    O que me fez gostar do episódio foi justamente esta dinâmica entre o Doutor e o Dalek, que como você já disse, remeteu ao episódio em questão da primeira temporada.

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  13. O Capaldi é um monstro, ele salva o episódio sendo inacreditavelmente babaca (e eu vibrei no tapa da Clara, aliás gosto muito da Clara com o Capaldi, mais do que com o Smith =D).

    Mas achei a pior história de Dalek que eu já vi em Doctor Who =/. Não achei essa trakinas toda o Rusty, ele só serve pra tornar o dilema de bom/ruim do Doctor no final bacaninha (tudo bem, a maioria dos monstros de DW servem pra ser um dilema moral do Doutor, mas o Dalek do Eccleston que você citou, por exemplo, era imensamente mais interessante).

    Fora que achei a ideia de miniaturizar tão desconexa com o tom que estão tentando dar pra temporada (consigo imaginar 9th e Rose tranquilo nisso e sendo um excelente episódio, mas na oitava temporada ficou esquisitíssimo). Lá na primeira temporada (Hartnell) tem um episódio miniaturizador que tá no memo nível.

    E nem vo comentar esse Danny Pink, inacreditável. O que é aquela cena dele chorando? Ele faz uma piada, moleque faz um pergunta, instant tears. Para.

    Enfim. Gostei tanto do primeiro, que acho que tava com uma expectativa muito alta pro segundo. Acabou o episódio, eu coloquei o Dalek do Eccleston pra tirar o gosto ruim.

    (Pelo menos minha expectativa tá lá embaixo pro terceiro)

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